Aula 1 – Turma 2017.2

Aqui estarão os termos que poderão ser utilizados na pesquisa de artigos para a atividade da primeira semana de aula:

Adequação ao uso;

Juran AND quality;

Juran AND garantia da qualidade;

Controle de qualidade;

Garantia de qualidade;

Boas práticas de fabricação;

Ferramentas da qualidade;

volume 1

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30 respostas para Aula 1 – Turma 2017.2

  1. João Victor Fernandes Quimas disse:

    Controle de Qualidade

    O controle de qualidade está presente desde o século XVIII, quando os artesãos buscavam produzir seus produtos com excelência acompanhando a produção do mesmo a fim de minimizar seus erros de produção e alcançar boas expectativas dos que os compravam. O amplo estabelecimento do controle de qualidade se deu na Segunda guerra mundial com a substituição das produções fabris por produtos bélicos que demandassem qualidade para minimizar insucessos nas batalhas.
    Nesta mesma época o Japão percebeu que estava atrasado nos seus processos de produção e buscou aprimorar a qualidade de sua produção para que acompanhasse as demais nações em desenvolvimento industrial. Desde então o Japão começou a desenvolver produtos de qualidade reconhecida com programas de cientistas e engenheiros, criação de círculos de qualidade e investindo em melhoria contínua dos seus processos, assim como os Estados Unidos.
    Os métodos de qualidade orientais se destacaram de tal forma que empresas americanas passaram a adota-los e assim dobraram sua produção, valorizando a produção japonesa, a moeda local e diante deste panorama hoje a maioria das empresas buscam implantar o método de controle de qualidade total, suas certificações, prêmios em busca de um mercado global.
    A qualidade não é só buscada pelas indústrias, mas também em ambiente hospitalar segundo Feldman (2005). Em seu artigo cita que em 1952 foi criado um programa de acreditação hospitalar que passou a enfatizar a qualidade na “cultura médico-hospitalar”, como ele trata, passando então a debater o assunto em universidades e instituições, contribuindo para o surgimento de leis na área da saúde, avaliação de procedimentos e educação de consultas hospitalares, visando o foco na qualidade dos procedimentos.
    A partir da implantação destes métodos de qualidade hospitalar na década de 70, o grau de exigência dos processos aumentou e os hospitais passaram a competir entre si, levando a uma mudança nos padrões de atendimento e à excelência de serviços prestados, focando na satisfação dos pacientes. Hoje, a qualidade no âmbito hospitalar é regida principalmente pelo mercado competitivo devido a uma melhoria na assistência ao enfermo e numa consequente padronização, além da evolução dos métodos de avaliação da qualidade no decorrer dos anos.

    Referências: FELDMAN, Liliane Bauer; GATTO, Maria Alice Fortes; CUNHA, Isabel Cristina Kowal Olm. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paulista de Enfermagem, 2005.

    SOARES, Camila Schuchter. As ferramentas de comunicação interna na gestão para a qualidade. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia). Faculdade de Comunicação, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2004.

    • chicoteixeira disse:

      Olá João Victor,
      Parabéns por ter realizado o comentário sobre Controle de Qualidade, um dos tópicos abordados na nossa primeira aula. Achei interessante a sua introdução abordando informações que foram tratadas na aula teórica, tais como, o conceito inicial de qualidade trazido pela proximidade do artesão com o consumidor na idade média e como isso foi alterado ao longo dos anos, culminando no cenário da segunda guerra mundial e a busca por qualidade tanto no Japão, quanto nos Estados Unidos. Acho que faltou você dar destaque à introdução de processos de amostragem durante a segunda guerra mundial neste trecho, inclusive o artigo que você escolheu dá ênfase a este aspecto na página 36, citando um pesquisador importante denominado W. A. Shewart. Com relação aos artigos que você escolheu, acredito que você poderia ter trazido outros conceitos abordados nos 2 artigos. Como exemplo gostaria de citar: O Programa de Padronização Hospitalar (PPH), considerando que este processo se iniciou nos Estados Unidos e impactou outros países, incluindo o Brasil com a criação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), de qualquer forma parabéns pela escolha do tema e pelo trabalho.

  2. Letícia Bacellar Lobo disse:

    FERRAMENTAS DA QUALIDADE
    As ferramentas são um meio para atingir a meta de qualidade desejada. Por meio delas é possível identificar características da qualidade ou mesmo dos defeitos, gerenciar riscos, melhorar processos. Estas ferramentas, geralmente, estão relacionadas ao controle do processo, ao planejamento, a verificações, a resultados de análises e outras questões. Elas fornecem dados que vão contribuir, principalmente, com a compreensão da razão dos problemas e com a determinação de possíveis soluções. Existem muitas ferramentas da qualidade disponíveis, cada uma delas tem uma função e um modo de operar/interpretar distintos. Desse modo, a escolha da ferramenta adequada vai depender diretamente do objetivo, do problema em questão, de quais informações já foram adquiridas, da existência de dados históricos e do conhecimento que se têm para aplicar tal ferramenta. Como exemplos, dentre as muitas ferramentas utilizadas no controle da qualidade temos: 1. Diagrama de Pareto: É uma ferramenta de priorização, também chamada de regra 80:20, por afirmar que, cerca de 80% dos efeitos se originam de 20% de causas. Trata-se de um gráfico de barras que ordena de forma crescente a frequência das ocorrências (baseado na quantidade de vezes que ocorre, ou seja, não leva em conta a gravidade da não conformidade). No eixo X ficam as não conformidades existentes e no eixo Y a frequência, a mais frequente deve ser resolvida primeiro. Permite fácil visualização dos problemas mais frequentes, sendo eficiente para identificação destes problemas, confirmação de dados e comparação. 2. Diagrama de Causa e Efeito (ISHIKAWA): Também conhecido como espinha de peixe, trata-se de uma representação gráfica da relação que há entre um efeito e o conjunto das suas possíveis causas. As principais causas, são primeiramente traçadas, estas são denominadas 6 M’s (Método, mensuração, mão de obra, matéria-prima, máquina e meio ambiente) e a partir delas é possível traçar inúmeras subcausas que podem estar relacionadas ao efeito em questão. Assim, o objetivo principal da ferramenta é identificar as possíveis falhas para montar soluções. Torna-se uma boa estrutura para a realização de outra ferramenta, o brainstorming. 3. Programa 5S: Esta já é uma ferramenta de abordagem mais ampla, trata-se de um conjunto de técnicas que têm como principal objetivo combater a desorganização e falta de limpeza. É baseada nos 5 sensos: Seiri: organização, utilização; Seiton – ordem, arrumação; Seiso – limpeza; Seiktsu – padronização; Sheitsuke – disciplina. 4. Ciclo PDCA: É uma ferramenta mais ampla, que está inserida no sistema ISO. Funciona realmente em forma de ciclo, iniciando no “Plan” aonde é feita a definição da meta e do método. Em seguida o “Do” que inclui a execução, treinamentos, coleta de dados. Alcança-se o “Check”, que é a verificação e comparação das metas com os resultados obtidos e finalmente o “Act” que significa agir corretivamente ou preventivamente, visando assim a melhoria continua. 5. Programa Seis Sigma: Trata-se de um conjunto de práticas para melhorar os processos, visando eliminar os defeitos, ou seja, busca o “defeito zero”. Aplica-se métodos estatísticos e os resultados são contabilizados financeiramente, sempre pensando nos custos da não qualidade.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
    MARQUES, José Carlos. Ferramentas da Qualidade. Universidade da Madeira. Disponível em: https://www.ecrconsultoria.com.br/sites/default/files/Ferramentas_da_Qualidade.pdf
    ISO.Programa 5S. Disponível em: http://certificacaoiso.com.br/5s/

    • chicoteixeira disse:

      Oi Leticia,
      Parabéns pelo trabalho com as ferramentas da qualidade. Notei que você deixou de falar de algumas das ferramentas que constavam no artigo que você escolheu e preferiu dar ênfase às ferramentas que falamos nas aulas. Seria interessante você ter citado também o histograma, os gráficos de controle, as cartas de controle e o fluxograma, mas no geral você fez um bom trabalho. Abraços!

  3. Ferramentas da Qualidade
    Com o passar dos anos,a tecnologia foi ficando cada vez melhor e mais avançada, e com ela vieram também a necessidade de mudanças envolvendo processos de gestão de qualidade. Com isso as empresas passaram a se preocupar com a competitividade, com um melhor desempenho de seus produtos e também com a satisfação de seus clientes.Para uma melhor qualidade dos produtos foram desenvolvidas as ferramentas da qualidade, que através de seus dados são capazes de identificar e compreender a razão dos problemas e criar soluções para eliminá-los. A maior parte das ferramentas está relacionada com instrumentos gráficos que ajudam na tomada de decisões, deixando evidente o problema a ser analisado e corrigido.
    O objetivo das empresas que utilizam essas ferramentas é diminuir as variações em produtos e serviços, tendo um resultado final mais estável e com uma qualidade desejável pelos consumidores.
    Dentre as ferramentas de qualidade que existem podemos destacar algumas de maior importância:

    Diagrama de Pareto: Foi desenvolvido por Vilfredo Pareto no final do século XIX, onde ele mostra que 20% das causas são responsáveis por 80% dos problemas, o foco principal são as causas. É desenvolvido um gráfico de colunas onde é analisado do maior para o menor e a curva formada mostra onde deve ser priorizada a atenção dos analistas para solucionar as causas que estão desencadeando o problema.

    Diagrama de Causa e Efeito, também conhecido como Diagrama de Ishikawa: Desenvolvido por Kaoru Ishikawa e aplicado em 1953 para ajudar a identificar as causas e efeitos que estão gerando algum determinado problema. É uma ferramenta onde são descritas todas as etapas da fabricação de um produto desde a matéria prima até o produto terminado, com isso é possível analisar com mais facilidade as possíveis causas do problema analisado.

    Gráfico de Controle: Desenvolvido por Walter Shewhart, em 1926, para reduzir a variabilidade do processo e identificar se o processo está sobre controle. Baseado em dados de amostragem com limite superior e inferior. Para que os produtos sejam desenvolvidos com qualidade é necessário que essas variações sejam controladas e corrigidas.

    Ciclo PDCA: Também conhecido como Ciclo de Shewhart ou Deming. É uma ferramenta simples, porém muito utilizada pelas empresas, pois ela facilita a tomada de decisões, buscando sempre atingir as metas necessárias para a sobrevivência das empresas. Tem como objetivo a melhor visualização dos processos envolvidos na execução da gestão. Possui quatro passos para o desenvolvimento do ciclo, sendo o primeiro passo o planejamento (P), onde serão levantados os dados, analisados os objetivos, metas, valores, procedimentos e processos para alcançar os resultados. O segundo passo é a execução(D), como o nome já diz serão executadas as ações planejadas no primeiro passo, é indicado que as pessoas envolvidas nesse processo tenham um conhecimento básico e constante treinamento para poder desempenhar com qualidade suas funções. O terceiro passo (C) verificação, onde serão verificados se os procedimentos que estão sendo aplicados estão conforme o planejado pela equipe. E por fim o último passo do ciclo que é ação (A), que seria basicamente uma revisão de tudo que foi feito durante o processo, para diminuir os possíveis erros.

    Fluxograma: Ajuda na identificação de falhas durante um processo, através de figuras determina uma sequência de como devem ser as etapas a serem seguidas. É de muita importância para o planejamento e aperfeiçoamento do processo.

    5W1H: Muito utilizada na área de produção, pois pode ser desempenhada em um curto espaço de tempo quando algo não está saindo como o planejado.

    Diagrama de Dispersão: Desenvolvido para avaliar as variações quantitativas e a sua intensidade, para saber se essas variações atuam em conjunto ou se são independentes.

    DANIEL, Érika Albina; MURBACK, Fábio Guilherme Ronzelli. Levantamento bibliográfico do uso das ferramentas da qualidade. Gestão e Conhecimento. Revista do Curso de Administração. PUC, Minas Gerais. Poços de Caldas, Edição 2014.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Soleane,
      O artigo que você escolheu é muito rico quanto ao histórico da qualidade, perpassando pela era da inspeção, a transição para a era do controle estatístico (segunda guerra mundial), a era da garantia da qualidade e, finalmente, a era da qualidade total. Além disso, o artigo aprofunda bastante na série ISO 9000, que você também deixou sem menção. Com relação às ferramentas da qualidade você conseguiu fazer uma síntese sobre algumas das mais relevantes. Abraços!

  4. Os conceitos de garantia da qualidade, Boas Práticas de Fabricação e controle de qualidade estão relacionados com a gestão da qualidade, com isso, a Garantia de Qualidade, engloba todas as providências que garantem uma boa produção de cosméticos, dentro dos padrões de qualidade que são exigidos e determina todos os assuntos que individualmente ou coletivamente possam influenciar a qualidade de um produto. Desta forma, a Garantia da Qualidade consequentemente vai incorporar as Boas Práticas de Fabricação.
    A Garantia da qualidade é um dos setores considerados mais relevantes da indústria farmacêutica, ela está no topo da cadeia produtiva, que vai desde a seleção do fornecedor dos insumos farmacêuticos e materiais de embalagem, passando por todas as etapas do processo de fabricação, chegando até a liberação final do produto para o mercado. A garantia da qualidade também está presente durante todo o processo de transporte por meio da qualificação das transportadoras, da qualificação do cliente até chegar ao consumidor final, inclusive no atendimento às necessidades e reclamações desse consumidor.
    Portanto, a garantia da qualidade deseja garantir que os produtos de uma indústria estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos para que possam ser utilizados no consumo da população e, para isso, deve-se cumprir com todas as normas técnicas, as legislações vigentes, os guias internacionais de qualidade, entre outros. Assim, é necessário buscar melhorias contínuas nos processos, com o desenvolvimento e implementação de indicadores que vão permitir a monitoração e conformidade dos processos, dentre os quais destacamos: a Qualificação de fornecedores, as auto inspeções e auditorias de qualidade, validação e qualificação, investigação de desvios e adoção de medidas preventivas e corretivas junto às áreas envolvidas, resolução das reclamações de mercado recebidas, gerenciamento do Sistema de Procedimentos Operacional Padrão (POP) e treinamento em Boas Práticas de Fabricação.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Thamires,
      Parabéns pelo trabalho. Porém, seria interessante você citar as legislações que são apresentadas no artigo que você escolheu, especialmente a RDC nº 211, especifica para cosméticos. A frase a seguir representa bem como o setor ainda carece de uma legislação mais específica ou efetiva: “No entanto, os referidos Guias não são Regulamentados, sendo assim, cada empresa avaliará a adequação do conteúdo dos mesmos com a aplicabilidade no seu dia a dia, por sua conta e risco”. Faltou também você falar sobre o artigo, mencionando que se trata de um artigo de revisão bibliográfica que utilizou como fonte informações do Ministério da Saúde.

  5. karoliny Demartini disse:

    Um Breve Relato Sobre a História do Controle de Qualidade
    Desde o início do desenvolvimento da civilização, o homem busca melhorias para a qualidade, mesmo que involuntariamente, pois a qualidade estava diretamente relacionada às suas necessidades do cotidiano, interesses e capacidade de acesso. No entanto, obviamente, sem os termos que conhecemos hoje.
    Por volta do século XVIII até o século XIX, as atividades de produção de bens eram fornecidas pelas mãos dos artesões, desta forma, a qualidade era controlada por eles, desde o início de sua fabricação até à sua venda. Com isso a concepção de qualidade estava atrelada à relação: consumidor X cliente, sendo considerado um produto de qualidade aquele que atendesse às necessidades e expectativas do cliente. Com a introdução da produção em larga escala, promovidas pelas indústrias, os artesões foram substituídos e o conceito de controle de qualidade foi modificado.
    Durante a 1º Guerra Mundial, o matemático W. A. Shewart elucidou e inovou o pensar em qualidade, ele se apropriou de argumentos científicos para inspecionar a produção, pois naquele período estavam havendo inúmeros erros quanto à produção bélica. A 2º Guerra Mundial é considerada até hoje como um marco no controle de qualidade, visto que foi necessária a produção em massa de materiais de guerra em curto prazo e com qualidade.
    Nesse momento, o Japão percebendo que a sua forma de produção estava ficando ultrapassada, procurou melhorias para acompanhar as outras nações, visando fabricação eficiente, de qualidade e com bom preço. Em 1954, o engenheiro Joseph M. Juran revolucionou as normas de qualidade do Japão. Nos anos 70 e 80 o Japão já liderava, junto com os Estados Unidos, os processos de qualidade.
    Frente ao cenário atual, os países buscam melhorias para sua produção, visto que, estabelecer um controle de qualidade de eficiência remete a uma confiança e visão simpática quanto às suas mercadorias.

    Referência:
    SOARES, Camila Schuchter. As ferramentas de comunicação interna na gestão para a qualidade. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia). Faculdade de Comunicação, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2004.

    Aluna: Karoliny Demartini

    • chicoteixeira disse:

      Oi Karoliny,
      Interessante o tema que você escolheu e as considerações que você trouxe sobre os aspectos históricos relacionados ao tema da qualidade. Percebi que o trabalho escolhido por você tem uma parte dedicada ao histórico da qualidade. Porém, seria melhor você ter escolhido um artigo que se dedicasse somente a este tema, pois assim você teria uma quantidade maior de informações. O TCC que você escolheu está mais direcionado para comunicação interna e não histórico da qualidade. De qualquer forma valeu pela iniciativa de realizar o trabalho.

  6. Bianca Curitiba de Oliveira disse:

    GARANTIA DE QUALIDADE
    A Garantia de Qualidade é um conjunto de ações que determina se todas as atividades estão de acordo com a política de qualidade. Os principais pontos da garantia de qualidade são: a estrutura, processos, recursos organizacionais, procedimentos e a definição de ações sistemáticas necessárias para garantir que um produto ou serviço irá satisfazer os requisitos de qualidade. Seu objetivo final é satisfazer as necessidades do cliente/consumidor.
    Esses conceitos de garantida de qualidade estão totalmente relacionados com as BPF (Boas Práticas de Fabricação), controle de qualidade, política de qualidade e principalmente com a gestão da qualidade. A gestão da qualidade é a administração superior, onde implementa a política de qualidade. A política de qualidade estabelece todas as intenções e diretrizes em relação à qualidade da indústria, sendo documentados e monitorados. A responsabilidade pela garantia de qualidade em uma empresa deve ser atribuída aos funcionários envolvidos com a implantação da política de qualidade.
    O sistema de garantia de qualidade engloba todos os requisitos que garantem a produção dos produtos dentro dos padrões de qualidade exigidos e determina todos os assuntos que individualmente ou coletivamente possam influenciar a qualidade de um produto. Com isso, incorpora as BPF, na RDC N°17/2010, em seu Art. 1, determinando todos os requisitos que o sistema de garantia da qualidade apropriado à fabricação de medicamentos deve assegurar.
    O desenvolvimento e a implementação de um sistema de Garantia da Qualidade necessitam de um suporte documental de acordo com as Normas, Portarias, Leis e Resoluções estabelecidas e atualizadas, bem como da cooperação e apoio de todos os funcionários da empresa.
    O objetivo final da Garantia de Qualidade é de reduzir, eliminar e prevenir toda falha na qualidade do produto, onde um conjunto completo de atividades deve ser seguido, pelos departamentos ligados à produção de forma direta ou indireta, englobando todas as atividades da indústria. De forma geral, a indústria tem a obrigação e a responsabilidade de fornecer produtos que satisfaçam ao consumidor com relação a qualidade e a segurança.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Bianca,
      De uma forma geral você conseguiu trazer informações importantes sobre a garantia da qualidade e a gestão da qualidade, mas muitos conceitos presentes no artigo deixaram de ser abordados.

  7. Mariana Gama disse:

    Ferramentas de Qualidade:
    No que diz respeito a uma gestão de qualidade deve-se sempre levar em consideração ferramentas que possam auxiliar na organização da área de interesse e por esse motivo, diversas ferramentas de qualidade foram desenvolvidas.
    Há várias técnicas de qualidade como modo de produção Fordista e Japonês, uma técnica de qualidade muito famosa é a PDCA, onde deve-se Planejar, Fazer, Verificar, Agir, visando um melhoramento do processo e qualidade. O planejamento serve para estabelecer metas e objetivos; o fazer é sobre desempenhar a função; o verificar trata de balancear a relação planejamento e execução; e por fim, o agir significa realizar a ação conscientemente.
    Além disso, para que uma gestão seja eficaz, pode-se empregar vários métodos de organização e dessa forma, otimizar vários aspectos de uma empresa. Algumas das principais ferramentas da qualidade são:
    • Diagrama de Pareto: nesta técnica os problemas são divididos em partes e são analisados entre si, a partir de um gráfico de barras verticais que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, possibilitando a organização dos problemas. É muito eficiente para identificar problemas, melhorar a visualização, dentre outros.
    • Histogramas: responsável por mostrar a variação entre um processo em determinado período. Apresenta gráficos retangulares e é um importante indicador da distribuição de dados.
    • Diagrama de causa-efeito: técnica que foi realizada primeiramente no Japão em 1953. É chamado de diagrama de Espinha de Peixe e neste pode-se analisar o que gera o problema e as consequências deste problema. Possui como objetivo principal a identificação de falhas para solucioná-las.
    • Folhas de Verificação: é um documento feito na forma de planilha ou tabela para auxiliar na organização e na coleta de dados de modo ágil. Essas planilhas facilitam a análise a ser realizada, uma vez que as informações estão acessíveis e com isso, minimiza a possibilidade de erros.
    • Gráficos de Dispersão: este tipo de gráfico é um modelo representativo de duas ou mais variáveis dentro de um gráfico; nele identifica-se o comportamento do processo em um determinado período.
    • Fluxograma: utiliza-se apoio gráfico para organizar todas as atividades de um processo. Nesta ferramenta os processos empresariais podem ser aperfeiçoados, ocorre a identificação das atividades críticas do processo, identifica-se a cronologia das atividades, dentre outros benefícios.
    • Cartas de Controle: são gráficos utilizados para acompanhar o processo em questão. As cartas são feitas a partir de um histórico prévio e então faz-se uma monitorização do processo.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Mariana,
      Parabéns pela capacidade de síntese e organização dos conceitos trazidos pelo artigo escolhido. O artigo é muito simplificado e sucinto e talvez por isso seria interessante detalhar um pouco mais as ferramentas apresentadas. Por exemplo, no diagrama de causa-efeito você poderia ter citado os 6 Ms e os componentes para construir o diagrama: cabeçalho, efeito, eixo central, categoria, causa e subcausa.

  8. CONTROLE DE QUALIDADE – Um breve histórico:

    A Qualidade sempre esteve presente na humanidade, nos primórdios, a melhoria contínua estava diretamente ligada à sobrevivência do homem. Anos após, os conceitos de qualidade foram sendo atualizados, já que qualidade dos produtos estava diretamente ligada ao desejo do cliente, pois nessa época a produção era do tipo artesanal e com isso a qualidade estava diretamente ligada a relação artesão (produtor) e o cliente (comprador).
    A partir de então o controle de qualidade vai ter dois marcos na história, que auxiliaram na atualização técnica e científica do controle de qualidade. O primeiro marco, se encontra no século 20, onde a revolução industrial e principalmente com o estouro da primeira guerra mundial houve um aumento da produtividade, e com isso uma maior preocupação com a qualidade do produto final, já que o mesmo estava ligado a reputação da empresa. A partir daí começou-se a inspecionar os produtos, afim de separar aqueles que se encontravam com defeito. Essa primeira fase foi de extrema importância para os primeiros conceitos de qualidade voltado para forma cientifica e uniforme das atividades indústriais.
    O segundo marco veio com a segunda guerra mundial, pois com as sequelas deixadas em seu país, o Japão decidiu que era hora de melhorar seus processos produtivos e foi aí que veio a atualização de conceitos da qualidade como: Quantificações dos custos de qualidade, controle total de qualidade, engenharia de confiabilidade e programa zero defeito, o que tornou o programa de qualidade japonês referência mundial.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Raíssa,
      Interessantes suas considerações, porém ficou faltando aprofundar um pouco mais nas informações disponíveis no artigo. Bastante duvidosa a escolha do artigo, que tem como foco a qualidade na administração hospitalar, apesar disso, há um trecho interessante e com um certo tamanho abordando o histórico da qualidade, mas você poderia ter trazido mais. Um exemplo disso é o nome de diversos personagens da qualidade, sendo que você não citou nenhum destes nomes.

  9. Bruna Rafael Reis disse:

    Artigo usado como referência http://www.cpgls.pucgoias.edu.br

    Garantia de Qualidade

    A Garantia de Qualidade é um tipo de gerenciamento onde a empresa tem o foco voltado para a qualidade dos processos de produção e serviços, é criada para gerenciamento e controle de uma empresa voltada para a qualidade dos seus processos.
    Garantia de qualidade na indústria farmacêutica, como exemplo, é função da administração superior que determina e programa a política de qualidade que influenciam nas intenções e diretrizes gerais da organização em relação à qualidade.
    O sistema apropriado da Garantia de Qualidade adaptado à fabricação de cosméticos, como é o estudado no artigo de referência, deve assegurar: Antes da produção, uma classificação dos fornecedores de materiais; ter um controle das matérias-primas; do processo; das calibrações; das validações e do tratamento de água e ar. Durante a produção, elaborar e desenvolver os cosméticos segundo as BPF; ter um rigoroso controle da contaminação cruzada; especificar as operações realizadas por escrito segundo as BPF; ter um processamento e realizar uma conferência do produto acabado. E após a produção obter controle na liberação de lotes para análise; na liberação de lotes para venda; obter providências que garantam que a qualidade seja mantida por todo o prazo de validade; e programar um sistema de rastreamento dos produtos com desvio de qualidade.
    Por fim, todas essas etapas citadas são para garantir a qualidade do produto (não apenas cosméticos, como alimentícios, entre outros) desde o início de sua fabricação até a chegada ao consumidor, para que tenha também e não menos importante a segurança de sua utilização.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Bruna! Parabéns por ter feito a resenha e trazido sua colaboração à discussão. Assim como seus colegas faltou falar mais sobre os assuntos abordados no artigo. Em especial cito a ausência de uma legislação que trata especificamente sobre cosméticos, que é um tema dos mais relevantes quando falamos sobre o assunto. Um grande abraço!

  10. A OMS estima que 80% da população dependa da medicina tradicional. O artigo visa abordar técnicas de controle de qualidade das drogas vegetais, visto que a fitoterapia é um tipo de tratamento que se adequa a realidade de vários lugares do Brasil.
    Em 2004, foi aprovado no Brasil, a resolução número 48 que discorre acerca do registro de medicamentos fitoterápicos, controle de qualidade da droga vegetal e do produto acabado e da importação de produtos fitoterápicos, uma vez que muitas plantas ainda necessitem de estudos científicos mais detalhados.
    A OMS, em 1998 juntou procedimentos em um documento que pode ser tomado como base para formar controle de qualidade das drogas vegetais e do produto acabado e em 2005 esse documento foi atualizado. A farmacopeia brasileira possui parâmetros semelhantes ao da OMS em questão de testes de controle de qualidade.
    Em relação aos prescritores, existe uma resistência ainda muito grande na hora de prescrever um medicamento fitoterápico, visto da onde eles são originados, seja Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, etc., ou até mesmo por falta de cuidados na hora do cultivo e por muitas vezes o material estar contaminado com outros produtos, visto que dados de eficácia e segurança de diversas plantas ainda não são suficientes para justificar seu uso. O controle de qualidade da droga vegetal até o produto acabado é importante para aumentar a adesão desse tipo de tratamento.
    Para o controle qualitativo e quantitativo dessas drogas é importante empregar técnicas cromatográficas e analíticas que irão permitir a separação e o isolamento de uma amostra vegetal que vai ser importante para identificação do princípio ativo, composição química e ainda de algum grupo tóxico presente nela. A cromatografia de alta eficiência é importante para identificar substâncias marcadoras da droga vegetal, assim como diferenciar espécies próximas. A determinação da constituição química pode ser feita por diferentes tipos de cromatografia, como por exemplo a cromatografia em camada delgada que é o método mais utilizado por ser rápido e altamente sensível e poder descobrir uma possível adulteração daquela droga. Já a cromatografia gasosa é a mais utilizada para identificar compostos voláteis.
    O uso de plantas medicinais é uma forma mais barata para tratar a população mais carente, mas assim como qualquer outro medicamento precisa ser comprovado sua segurança, eficácia e qualidade, por isso é importante identificar a maioria dos constituintes químicos da molécula, e além do controle de qualidade através de testes cromatográficos e analíticos é importante realizar testes botânicos para identificar espécies e descobrir fraudes e assim garantir eficácia do tratamento.

    Referência Bibliográfica
    Souza-Moreira, T. M., Salgado, H. R. N., & Pietro, R. C. (2010). O Brasil no contexto de controle de qualidade de plantas medicinais. Revista Brasileira de Farmacognosia, 435-440.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Alice,
      Parabéns pela escolha do artigo e pela resenha elaborada. Gostei muito das considerações e informações trazidas por você ao interpretar o artigo. Acho importante você pensar em fazer o fichamento antes de fazer a resenha, pois apesar de ter mudado algumas palavras fica muito próximo do texto original o seu texto. Cuidado para não se configurar em cópia. Abraços!

  11. Jessica Fernandes de Souza disse:

    As Boas Práticas de Fabricação (BPF) são diversas maneiras para garantir a qualidade e segurança de determinado produto, são realizadas diariamente pelos funcionários, e geralmente feitas de acordo com Procedimentos Operacionais Padrão (POPs).
    No artigo em questão são feitas análises em panificadoras no município de Ijuí-RS afim de analisar se as BPF estão sendo empregadas, de acordo com a RDC 216/04/ANVISA. Essas análises são feitas como medida de prevenção e controle para garantir a segurança do consumidor, e levam em conta a regulação da ANVISA através das seguintes Portarias nº. 1428/93, 326/97, 368/97, Portaria CVS nº. 6/99 e nas Resoluções da Direção Colegiada RDC nº. 275/2002 e 216/2004. O grupo de estudo avalia a capacitação dos profissionais de acordo com as BPF. Esses tipos de pesquisas são interessantes para analisar a adequação dos locais que prestam serviços na área de alimentos e ver se estão de acordo com a legislação, os locais informados no artigos não estavam 100% de acordo com as BPF, então, precisam de maior treinamento e informação para melhorar as condutas de manejo dentro das panificadoras.
    As normas que regem as Boas Práticas de Fabricação vão desde as instalações industriais, passando por regras de higiene pessoal e limpeza e conservação do local de trabalho, até a descrição, por escrito, dos procedimentos envolvidos no processamento do produto.

    Artigo: http://bjft.ital.sp.gov.br/artigos/html/busca/PDF/v14n1445a.pdf

    • chicoteixeira disse:

      Oi Jessica,
      Parabéns pelo artigo e pela resenha. Este assunto é realmente muito importante e impacta diretamente na qualidade de vida de toda a sociedade. No geral você conseguiu fazer uma boa síntese das informações, mas achei que faltaram alguns detalhes que poderiam ser mencionados, um exemplo é a não adesão de alguns estabelecimentos à pesquisa.

  12. Êmily Maynhone disse:

    Qualidade é Adequação ao Uso

    A Qualidade é um aspecto almejado pelos seres humanos desde o início dos tempos, e esse conceito tem sido aprimorado e estudado ao longo dos anos. Dois estudiosos apresentam seus entendimentos sobre o assunto sob duas óticas diferentes. Para Juran, “Qualidade é adequação ao uso”, onde essa adequação é definida pelo consumidor, é suprir as necessidades e expectativas daquele que vai utilizar o produto (Enfoque no Consumidor). Já para Philip Crosby “Qualidade é conformidade às especificações” (Enfoque na Produção), que dá ao conceito uma perspectiva mais voltada ao processo, e não só para o consumidor.
    No Enfoque no Consumidor, a qualidade tem um significado subjetivo, sendo assim condicional ao consumidor e baseada em preferências pessoais. Assume-se que os produtos que mais satisfazem o consumidor são aqueles por ele considerados como de alta qualidade. No caso de produtos farmacêuticos, esse conceito foca no que deixaria o consumidor mais confortável com o produto, podendo promover assim a adesão ao tratamento, como por exemplo, uma pomada de consistência firme e suave, um xarope com sabor agradável ou um colírio que não arda os olhos.
    Já no Enfoque na Produção, a qualidade está voltada à “conformidade com as especificações”. Esse enfoque considera que qualquer desvio nas especificações significa redução na qualidade. Assim, um produto feito em conformidade com as especificações seria considerado de qualidade, independente da qualidade intrínseca da especificação. Em relação a produtos farmacêuticos, uma das especificações importantes é relacionado ao controle micro biológico. Um exemplo é a contagem de microorganismos viáveis, que vai se adequar de acordo com o produto. Como um colírio tem contato direto com a mucosa ocular, que tem uma proteção menor que o trato gastrointestinal e a pele, tem uma tolerância para microorganismos viáveis muito menor que os outros produtos citados. Nesse caso, a qualidade está diretamente relacionada à segurança do produto.
    Tendo em vista esses dois aspectos, um produto farmacêutico deve levar em consideração tanto a adesão ao paciente quanto a segurança do produto. Com isso, o produto será de qualidade e satisfatório as necessidades do consumidor.

    file:///C:/Users/Emily/Downloads/ARTIGO_1148385976_indicTQM_M&CN.pdf
    http://www.scielo.br/pdf/rae/v34n6/a06v34n6.pdf

    • chicoteixeira disse:

      Olá Emily,
      Parabéns pela resenha e por trazer suas impressões da primeira aula. Legal perceber que você conseguiu guardar alguns conceitos, mas assim como a maior parte dos seus colegas faltou falar de muitos pontos tratados no artigo que você escolheu.

  13. Bianca Curitiba de Oliveira disse:

    GARANTIA DE QUALIDADE

    O artigo escolhido aborda a implementação do sistema de garantia de qualidade na indústria de cosméticos, sendo possível observar os principais pontos para a implementação do mesmo. Conceituando a importância desse sistema dentro da empresa, relacionando com todos os setores, e pontuando todos os requisitos necessários exigidos. Foi possível observar que o sistema de garantia de qualidade é de grande importância, pois com isso é possível garantir a qualidade do processo/produto até o consumidor final.
    Através desse artigo foi possível compreender alguns conceitos principais de Garantia de Qualidade. Onde o sistema de Garantia de Qualidade é um conjunto de ações que determina se todas as atividades estão de acordo com a política de qualidade. Os principais pontos da garantia de qualidade são: a estrutura, processos, recursos organizacionais, procedimentos e a definição de ações sistemáticas necessárias para garantir que um produto ou serviço irá satisfazer os requisitos de qualidade. Seu objetivo final é satisfazer as necessidades do cliente/consumidor.
    Esses conceitos de garantida de qualidade está totalmente relacionado com as BPF (Boas Práticas de Fabricação), controle de qualidade, política de qualidade e principalmente com a gestão da qualidade. A gestão da qualidade é a administração superior, onde implementa a política de qualidade. A política de qualidade estabelece todas as intenções e diretrizes em relação à qualidade da indústria, sendo documentados e monitorados. A responsabilidade pela garantia de qualidade em uma empresa deve ser atribuída aos funcionários envolvidos com a implantação da política de qualidade.
    O sistema de garantia de qualidade engloba todos os requisitos que garantem a produção dos produtos dentro dos padrões de qualidade exigidos e determina todos os assuntos que individualmente ou coletivamente possam influenciar a qualidade de um produto. Com isso, incorpora as BPF, na RDC N°17/201, em seu Art. 1, que determina todos os requisitos que o sistema de garantia da qualidade apropriado à fabricação de medicamentos deve assegurar.
    O desenvolvimento e a implementação de um sistema de Garantia da Qualidade necessita de um suporte documental de acordo com as Normas, Portarias, Leis e Resoluções estabelecidas e atualizadas, bem como da cooperação e apoio de todos os funcionários da empresa.
    O objetivo final da Garantia de Qualidade é de reduzir, eliminar e prevenir qualquer falha na qualidade do produto, onde um conjunto completo de atividades deve ser seguido, pelos departamentos ligados a produção de forma direta ou indireta, englobando todas as atividades da indústria. De forma geral, a indústria tem a obrigação e a responsabilidade de fornecer produtos que satisfaçam ao consumidor com relação a qualidade e a segurança.

    Artigo escolhido: http://www.cpgls.pucgoias.edu.br/8mostra/Artigos/SAUDE%20E%20BIOLOGICAS/Garantia%20da%20Qualidade%20na%20%C3%81rea%20de%20Produ%C3%A7%C3%A3o%20em%20Ind%C3%BAstria%20de%20Cosm%C3%A9ticos.pdf

    • chicoteixeira disse:

      Oi Bianca,
      De uma forma geral você conseguiu trazer informações importantes sobre a garantia da qualidade e a gestão da qualidade, mas muitos conceitos presentes no artigo deixaram de ser abordados.

  14. Beatriz Pereira Peixoto
    Dre: 113078924
    ” MÉTODO PDCA E FERRAMENTAS DA QUALIDADE NO GERENCIAMENTO DE
    PROCESSOS INDUSTRIAIS: UM ESTUDO DE CASO”
    Hoje, a qualidade no processo é um requisito fundamental e crucial que a sociedade busca. Diversas ferramentas vêm sendo desenvolvidas para o aperfeiçoamento da gestão das organizações e métodos gerenciais também vem sendo estudados, para a busca do foco principal: a qualidade. Para gerenciar os processos e, sobretudo, tomar decisões com maior precisão, se faz necessário trabalhar com base em fatos e dados, ou seja, informações geradas no processo buscando e interpretando corretamente as informações disponíveis como forma de eliminar o
    empirismo. Para tanto, existem técnicas importantes e eficazes denominadas de Ferramentas da Qualidade, que são técnicas utilizadas com a finalidade de propor soluções para problemas que eventualmente são encontrados e interferem no bom desempenho dos processos de trabalho. Podemos citar como ferramentas da qualidade:
    Diagrama de causa e efeito: É uma técnica simples e eficaz na enumeração das possíveis causas de um determinado problema. As causas são agrupadas em famílias para facilitar sua análise, sendo relacionadas com o efeito causado de forma visual e clara.
    Estratificação: é uma técnica utilizada para subdividir ou estratificar o problema em estudo em partes menores, facilitando sua investigação e análise para posterior busca de solução, não havendo um único modelo padrão.
    Gráfico de Pareto: O Gráfico de Pareto serve para apontar quantitativamente as causas mais significativas, em sua ordem decrescente, identificadas a partir da estratificação.
    5W 2H : Após a etapa onde são relacionadas às causas prováveis, com visualização das mais significativas, pode-se estabelecer ações corretivas e prioridade para o desenvolvimento e implementação dos trabalhos. Neste ponto, a ferramenta da qualidade a ser utilizada chama-se “5W e 2H”, que funciona como um plano de ação simplificado: é uma ferramenta poderosa, que está à disposição de todos os colaboradores da organização.
    Folha de Verificação: Definido o plano de ação (5W e 1H), e implantadas as medidas, o próximo passo é monitorar o processo, registrando dados na folha de verificação. Seu formato é livre, devendo porém ser simples, de fácil manuseio e capaz de comparar o efetivo e planejado. Esta ferramenta, além de favorecer o monitoramento, auxilia a avaliar a eficácia das ações corretivas adotadas.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Beatriz,
      Ok! Você falou de ferramentas da qualidade e explicou algumas de suas características, mas o artigo que você escolheu é sobre PDCA e na sua resenha não tem sequer uma linha sobre isso, ou seja, você realmente leu o artigo?

  15. Bernardo Felipe Estellita Lins. “Ferramentas básicas da qualidade”. Ci. Inf., Brasília, 22(2): 153-
    161, maio/ago. 1993
    Bernardo Felipe Estellita Lins, no seu artigo “Ferramentas básicas da qualidade”
    que foi aceito para publicação em 15 de outubro de 1993, aborda um tema de
    elevada importância até os dias de hoje, no qual, discorre sobre as ferramentas
    básicas da qualidade. Formado em engenharia civil; mestre e doutor em
    economia; obteve a certificação Certified Quality Engineer da American Society
    for Quality Control em 1989. Foi examinador sênior do Prêmio Nacional da
    Qualidade em 1992; publicou diversos artigos e capítulos de livros. Com essas
    informações é notável o intelectual crítico que o mesmo possui perante a
    publicação do artigo em questão.
    No seu artigo apresenta recursos da cultura da qualidade para quem
    trabalha com dados, onde, esses recursos são as ferramentas da qualidade, na
    qual, divide-as em dois grupos: ferramentas básicas propriamente ditas e
    ferramentas auxiliares. Onde, as ferramentas básicas da qualidade são:
    fluxograma; folha de verificação; gráfico de pareto; diagrama de causa e efeito;
    gráfico de tendências; histograma; carta de controle; gráfico de dispersão. Já as
    ferramentas auxiliares, são: brainstorming; técnica nominal de grupo; diagramas
    de apresentação; análise de forças de campo; checklist; análise de capacidade
    de processo.
    Mas, Bernardo Felipe Estellita Lins não se limita a identificar quais são
    essas ferramentas da qualidade. Ele apresenta cada uma dessas ferramentas
    por meio de definições e ainda por meio de figuras para uma melhor explicação
    e um melhor entendimento do leitor. Algumas definições descritas por Bernardo
    F. E. Lins:
    a) Fluxograma= O fluxograma descreve a sequência do trabalho envolvido no processo,
    passo a passo, e os pontos em que as decisões são tomadas. É uma ferramenta de
    análise e de apresentação gráfica do método ou procedimento envolvido no processo.
    b) Folha de verificação= A folha de verificação é, essencialmente, um quadro para o
    lançamento do número de ocorrências de um certo evento. A sua aplicação típica está
    relacionada com a observação de fenômenos. Observa-se o número de ocorrências de
    um problema ou de um evento e anota-se na folha, de forma simplificada, a sua
    frequência.
    c) Histograma= O histograma é um gráfico de barras verticais que apresenta valores de
    uma certa característica agrupados por faixas. É útil para identificar o comportamento
    típico da característica. Usualmente, permite a visualização de determinados
    fenômenos, dando uma noção da frequência com que ocorrem.
    d) Brainstorming= O brainstorming caracteriza-se como uma reunião de grupo em que
    novas ideias são buscadas e, portanto, a livre expressão dos participantes deve ser
    assegurada. O objetivo é o de maximizar o fluxo de ideias, a criatividade e a capacidade
    analítica do grupo.
    e) Checklist= O checklist ou lista de verificação é uma relação previamente definida de
    atividades ou itens de verificação. Aplica-se, geralmente, à verificação de
    procedimentos repetitivos ou padronizados.
    Além disso, nos traz aplicações dessas ferramentas básicas e
    ferramentas auxiliares nos processos de gestão que encaramos dia-a-dia.
    O autor conclui que as ferramentas apresentadas por ele no artigo,
    possibilitam abordar problemas relacionados com processos de produção de
    bens e serviços. E que, geralmente, nesse contexto nos depararíamos com duas
    situações distintas, mas que teríamos ferramentas para aplicar que embora
    sejam simples, deve-se ter uma organização e seguir uma rotina, como no caso
    do ciclo PDCA.
    É perceptível o quão antigo é o assunto abordado no artigo de Bernardo
    F. E. Lins, uma vez que, esse artigo foi publicado em 1993. Porém, um tema de
    suma importância até os dias atuais na gestão de qualidade, onde esta engloba
    diversas áreas, tais como empresas, indústrias, instituições de ensino, dentre
    outras, que ora irá abordar essa temática como recurso de ensino, ora irá aplicar
    essas medidas na prática.
    Contudo, o autor chama atenção pela maneira que dispõe o assunto no
    artigo de forma clara, com um conteúdo extremamente rico de informações,
    conceitos, ilustrações, aplicações e capacidade de síntese na abordagem de um
    assunto tão importante.
    Embora, esse tema requer uns termos técnicos, o autor consegue
    discorrer sobre tal numa linguagem simples, porém, muito bem estruturada e
    muito bem aprofundada. Dessa forma, o autor consegue atrair o leitor suprindo
    a necessidade de informação e conhecimento daqueles que buscam
    bibliografias sobre ferramentas da qualidade.
    O artigo em questão de Bernardo F. E. Lins é um excelente material de
    estudo bem como para referência bibliográfica, que embora, tenha sido escrito
    há 23 anos é um meio eficaz de conhecimento sobre ferramentas da qualidade.
    Talvez, isso explique o porquê até os dias de hoje é possível ter o fácil acesso a
    esse enriquecedor material que deveria ser lido por todos aqueles que terá
    ciência sobre tal assunto.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Rayane,
      Gostei muito da sua resenha. Você conseguiu trazer muitas informações importantes do seu artigo, fez comentários sobre aspectos relevantes do autor e do contexto da publicação e trouxe seu olhar crítico sobre o trabalho. Infelizmente o espaço é curto para você aprofundar sobre todos os conceitos, algo que você deve ter percebido. De qualquer forma você está de parabéns. Abraços!

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