Aula 2 – Turma 2017.1

Aqui estão os termos que poderão ser utilizados na pesquisa de artigos para a atividade da segunda semana de aula:

Sistemas de administração da produção;

Just in time;

Material Requirements Planning ;

Optimized Production Technology;

ISO 9000;

ISO/IEC 17025;

Metodologia seis sigma;

HACCP ou Hazard analysis and critical control point;

APPCC ou Análise de perigos e pontos críticos de controle;

FMEA ou Análise de modo e efeito de falha;

FMECA ou Análise de modo, efeito e criticidade;

FTA ou Fault Tree Analysis;

60 respostas para Aula 2 – Turma 2017.1

  1. Mayra Koba disse:

    Boa noite, Francisco.
    O tema escolhido foi Metodologia seis sigma, com base no artigo “SIX SIGMA IN SERVICE: INSIGHTS FROM HOSPITALITY INDUSTRY”.
    Segue o link: http://data.conferenceworld.in/SRNM/1.pdf

  2. Núbia Grandini disse:

    Boa noite, Professor.
    O tema escolhido foi APPCC, com base no artigo “Isolamento de Salmonella sp e Staphylococcus aureus no processo do abate suíno como subsídio ao sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle – APPCC”. Segue o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-736X2004000400003

  3. Artur Paes disse:

    Professor, eu escolhi o tema FMEA ou Análise de modo e efeito de falha. Segue o link http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2002_TR25_1309.pdf

    • Artur Paes disse:

      Análise dos Modos e Efeitos de Falha (Failure Mode and Effect Analysis, FMEA) é uma técnica que emprega o raciocínio lógico obtido através da observação de um efeito para buscar suas possíveis causas. Essa técnica é empregada quando há falhas em um sistema operacional (quando uma função não é completada com sucesso), buscando e bloqueando as causas das falhas. Esta ideia vem ao encontro da necessidade de melhoria contínua de produtos e de processos nas indústrias, uma vez que revela os pontos fracos do sistema através de um melhor entendimento das etapas do processo existente na empresa, esta técnica propiciando meios para alimentar atividades de melhorias contínuas.
      As indústrias farmacêuticas, devido a sua significativa responsabilidade com a saúde da população, utilizam meios para obter apropriados níveis de segurança, confiabilidade e qualidade, e, para isso, lança-se mão de ferramentas como a FMEA para devem identificar e corrigir problemas potenciais.
      O estudo escolhido enfoca o uso da técnica de FMEA aplicada ao processo de fabricação de comprimidos de hidroclorotiazida (prescrita para o controle da hipertensão e insuficiências cardíacas crônicas) de uma indústria farmacêutica do Estado do Rio Grande do Sul.
      A monografia deste produto fornece como características de qualidade críticas do comprimido: o tempo de desintegração (determinar se um comprimido se desintegra dentro do limite de tempo especificado e que deve ser até 30 minutos), a dureza (determina a resistência do comprimido ao esmagamento ou à ruptura sob pressão radial e deve ser no mínimo 3 Kgf), a friabilidade (determina a falta de resistência dos comprimidos à abrasão, quando submetidos à ação mecânica e mede-se a diferença percentual entre o peso inicial e o final, em função da porcentagem de pó perdido e que deve ser no máximo 1,5%) e o peso médio (entre 237,5mg e 262,5mg). Essas características sofrem influência dos seguintes parâmetros: força de compressão, tipos de adjuvantes empregados e sua quantidade, umidade residual das partículas do grânulo e tamanho dos mesmos.
      Observa-se que os efeitos potenciais das consequências de uma falha nos comprimidos de hidroclorotiazida em geral tem uma severidade muito alta, uma vez que esses efeitos resultam na violação de regulamentos internos e governamentais, porém as maiores causas dessas falhas geralmente se encontram na etapa de compressão e mistura dos pós. Na mistura, pode haver uma mistura heterogênea dos pós originada, por exemplo, pela falta na regulação das máquinas envolvidas ou problemas no planejamento da formulação. Na compressão, pode haver comprimidos mais friáveis, gerando perda do teor de ativo originada, por exemplo, pela falta na regulação das máquinas envolvidas, uso inadequado de aglutinantes, pressão elevada de compressão ou falta de lubrificante.
      A empresa em questão, no entanto, não utiliza a técnica de FMEA corretamente, ou seja, ela não utiliza métodos preventivos como a manutenção constante das máquinas envolvidas nas etapas mais cruciais do processo, a mistura e a compressão. A empresa emprega técnicas de correção somente em caso de detecção de falhas, apresentando assim um risco para a manutenção da qualidade dos medicamentos. Caso utilizasse essa técnica, a empresa poderia buscar conhecer melhor o desempenho dos equipamentos utilizados, buscando possíveis falhas em outras operações bem como realizar um projeto de experimentos a fim de aperfeiçoar a formulação.
      Apesar de a empresa ter falhado na utilização da técnica de FMEA, ela representa uma técnica válida a fim de melhorar a qualidade do processo e evitar falhas detectadas em testes de avaliação das características críticas do produto. Para o emprego de ações preventivas, sugere-se a utilização de FTA para buscar combinações de causas que podem originar na máquina desregulada (que apresenta maior risco observado para a falha no processo de manufatura).Por isso, mostra-se importante ressaltar que a utilização conjunta de FMEA e FTA pode auxiliar na melhoria dos processos de uma indústria, garantindo assim um maior controle na qualidade desse produto.

      • chicoteixeira disse:

        Olá Artur! Parabéns pelo trabalho. Alguns trechos do seu texto ficaram idênticos ao do trabalho, mas no geral você conseguiu colocar com as suas palavras o entendimento do texto. Senti falta no seu resumo de uma explicação melhor para FTA (Fault Tree Analysis).

  4. Taynan Motta Portal disse:

    Boa noite, Professor! Gostaria de falar sobre o tema “ISO 9000”, com base no seguinte artigo:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932000000300004&lang=pt

  5. Raíssa Soares disse:

    Boa noite, Francisco
    Tema escolhido: just in time
    Artigo: Just in time: uma filosofia a serviço da administração
    Link: http://www.administradores.com.br/producao-academica/just-in-time-uma-filosofia-a-servico-da-administracao/1626/

    • Raíssa Soares disse:

      “Just in time: uma filosofia a serviço da administração”

      A filosofia do “just in time” (JIT) caracteriza-se em produzir apenas o necessário e entregar “apenas a tempo” do consumidor, tendo esse como foco do mercado. Trata-se então da busca pelo equilíbrio da produção e venda, e pelo fim do desperdício por toda empresa. Essa precisa formar junto com todos os funcionários, um único sistema que garanta a qualidade e organização do mesmo.
      O JIT organiza não somente o processo de produção (por limitar um menor prazo para entregas, já que o estoque não fica lotado de mercadorias); mas também o estoque em si (para os pedidos serem feitos no tempo correto de acordo com a demanda); a qualidade da mercadoria (por incentivar sempre a eficácia na produção); a realização de treinamentos da equipe (para que estejam capacitadas); além da comunicação permanente entre os líderes, operários e fornecedores (para melhor execução das atividades designadas). Assim, devido a todas essas mudanças no planejamento e rotina implantada anteriormente, muitas empresas falham na execução do JIT e acabam fracassadas.
      O estudo de caso realizado em farmácias mostra que nenhuma consegue prever a demanda dos produtos, devido a variedade dos mesmos e marcas existentes. Porém, algumas farmácias fazem o uso de um sistema automatizado que informa a saída das mercadorias e sua quantidade. E há ainda algumas farmácias que buscam atender as necessidades dos clientes os quais não encontram um produto específico, providenciando-o e até mesmo entregando diretamente na casa desses clientes.
      Nota-se então que o JIT tem muitas vantagens quando bem realizado, mas caso contrário é prejudicial a empresa.

      • chicoteixeira disse:

        Olá Raissa! Seu artigo também contribui com a discussão, reforçando as características do sistema JIT, como estoque mínimo e busca da melhoria contínua. Como fator novo, frente aos aspectos já discutidos nos demais artigos, temos a discussão sobre as dificuldades em se implantar o sistema quando existe variedade de produtos e também de demanda, além do destaque dado à importância da comunicação interna para o sucesso na implantação de um sistema de qualidade, utilizando inclusive o conceito de “clientes internos”.

    • Adriana Rocha Dutra disse:

      Devido ao alto custo de produtos hospitalares, uma administração hospitalar que seja capaz de reduzir custos sem prejudicar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos, é vista como um diferencial e indicador de uma gestão eficiente.
      A logística aliada a sistemas de informação eletrônicos oferecem recursos que auxiliam o gerenciamento de materiais e suprimentos, incluindo o armazenamento, inventários e abastecimento (fornecimento).
      A ideia de que a necessidade de futuros pacientes hospitalares não pode ser prevista, fazem parecer que o conceito de “Just In Time” não pode ser aplicado na área da saúde. Entretanto, já existem diversos exemplos de sucesso da aplicação deste sistema e que tem promovido benefícios como: a redução de níveis de inventário e a otimização da performance e processos. Além disso, o compartilhamento de estoque faz com que a ausência do produto não seja um problema real.
      Este artigo compara os sistemas de atendimento de farmácias hospitalares de hospitais particulares (que não atendem emergências) e hospitais públicos (que atendem emergências). A farmácia do hospital particular trabalha com o sistema “Just In Case” que mantém um estoque mínimo planejado para atender uma demanda passível de previsão. Já o hospital público, por não conseguir prever sua demanda perdem medicamentos por vencimento da data de validade e incidentes com o estoque. Portanto, este trabalho propõe um sistema informatizado que auxilia a eliminação do estoque de produtos farmacêuticos na farmácia hospitalar e na promoção de um serviço de abastecimento frequente por delivery, de forma que o número de fornecedores seriam os mínimos possíveis e os pedidos seriam feitos de forma automatizada, otimizando o tempo gasto com procedimento burocráticos.
      O sistema proposto sugere que através de um sistema informatizado todos os estoques das farmácias clínicas locais devem estar conectados e a chamada “farmácia virtual” representaria o estoque central. Sendo assim, uma administração inteligente poderia estabelecer o estoque mínimo e realocar os medicamentos mais utilizados para cada clínica, baseado em previsões e prescrições. Além disso, seria permitido trocar medicamentos com outras clínicas e ainda, devolver medicamentos para o estoque central, seja por não uso ou por estar próximo do vencimento da data de validade (dentro do sistema). Resumindo, através de um sistema informatizado poderia-se ordenar o medicamento conforme a necessidade, autorizar a entrega e manter um controle do fluxo de produtos, evitando perdas e fortalecendo o controle e a ordem.

      • chicoteixeira disse:

        Oi Adriana! Interessante a utilização do sistema de administração da produção “Just-in-time” no contexto apresentado pelo artigo, principalmente pensando na complexidade e na diversidade da demanda, mas ainda assim os autores defendem a sua aplicação no contexto apresentado. Talvez fosse interessante se os autores fizessem uma comparação mais aprofundada entre o JIT e outros sistemas de administração da produção.

  6. Cristiane Catela disse:

    Boa noite,

    tema escolhido: metodologia seis sigma

    Segue o link: http://www.scielo.br/pdf/prod/2010nahead/aop_200605031.pdf
    Contribuições do Seis Sigma: estudos de caso em multinacionais

    ”deixe um comentário”

  7. Andressa Salvi disse:

    Bom dia professor,
    o tema escolhido foi iso 9000,segue link do artigo abaixo:
    Titulo: Avaliação de programas de qualidade mediante implantação da ISO 9000

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-530X1995000200004&lng=pt&nrm=iso

    • Andressa Salvi disse:

      Avaliação de programas de qualidade mediante implantação da ISO 9000

      A implementação de programas que garantam qualidade é um fator que vem sendo cada vez mais comum na organização de diversos tipos de empresas e instituições, sendo de grande relevância as normas ISO 9000. A ISO 9000 consiste em uma metodologia que é dada por uma série de normas que auxiliam na gestão de qualidade de uma empresa, orientando para otimização de técnicas de processos internos. O principal objetivo consiste na padronização de métodos que garantam a qualidade, além de beneficiar a empresa diante de lucros e fornecer uma maior credibilidade frente a clientes e concorrentes. A ISO 9000 é uma norma que inclui requisitos desde a parte de projeto e desenvolvimento de produtos até a assistência técnica, passando por instalações, produção, fechamento de contratos.
      A ISO 9000 é composta por uma série de normas, sendo elas, a ISO 9001, 9002 e 9003 que juntas tem a finalidade de garantir a qualidade dos produtos e consequentemente trazem requisitos necessários para que a empresa receba um certificado de qualidade. Esse certificado é adquirido a partir da visita de auditores de uma instituição credenciada, que fazem uma auditoria na empresa e evidenciem que a mesma apresenta-se apta a ter o certificado. Após a obtenção do mesmo, é de grande importância que haja um processo contínuo de avaliação e aprimoramento.
      O grupo Nacional de Organização da Produção (GNOP) é formado por membros de diversas instituições que juntos tem a finalidade de avaliar os Programas de Qualidade em empresas brasileiras, propondo caminhos que abordem estratégias para melhorias de qualidade. A proposta inicial seria avaliar as empresas pela ISO 9002, levando em consideração quais modificações e/ou qual programa de qualidade foi implantado pela instituição para conseguir a certificação ISO 9000. Dessa forma, o grupo analisou quais estratégias foram feitas para garantir a obtenção do certificado. A pesquisa não avalia o atendimento aos requisitos da ISO 9002 por já terem ocorrido auditorias. A pesquisa verificou, na época estudada, que havia 112 empresas certificadas pela ISO 9000 no Brasil. Diante disso, foram enviados questionários para essas empresas, levando em consideração diversos aspectos. Com base nos resultados obtidos, foram vistos que muitas informações não foram respondidas de forma adequada, sendo agrupadas as respostas em alguns grupos. Diante disso, houve o envio de um novo formulário com algumas modificações para as mesmas empresas, tendo na segunda vez um maior retorno por parte das mesmas.
      Com base nos resultados, houve uma divisão referente aos formulários feitos. O primeiro formulário foi verificado que as empresas muitas das vezes obtém os certificados ISO 9000 para estabelecimento de diretrizes para a padronização de atividade do que para garantir a qualidade do produto em si. Além disso, as empresas tem muito a visão de que com o certificado aumentam as chances de competição no mercado e melhoria significativa para o desenvolvimento interno de empresas. Temas como elementos facilitadores e dificultadores para implantação da ISO 9000 também foram questionados. A conclusão final do formulário foi melhoria da imagem da empresa (28%), a conscientização para a questão da qualidade (28%) e melhoria da qualidade do produto (17%). No segundo formulário, houve uma confirmação das informações de forma mais clara e direta, evidenciando que muitas das empresas adotam a ISO 9000, o que diferencia cada uma é a visão e objetivo que cada uma prioriza mas que na grande maioria havia documentação e padronização das atividades da ISO 9000. Nesse formulário foi evidenciado um direcionamento maior para o mercado internacional.
      Apesar de a pesquisa ser relativamente antiga, pode-se perceber uma característica relevante para obtenção da certificação ISO até mesmo nos dias atuais, na qual se pode perceber que as empresas brasileiras adotam as normas ISO 9000 com finalidade principalmente relacionada a simples questão de padronização e registro de processos para garantir uma certificação. Além disso, ressalta-se que a adoção das normas seria uma barreira ao mercado externo por parte de países europeus. Grandes empresas normalmente costumam adotar essas normas a fim de qualificar seus produtos interna e externamente em relação ao mercado e com o intuito de melhoria de imagem da empresa.

      • chicoteixeira disse:

        Oi Andressa! Ótima a iniciativa deste Grupo Nacional de Organização da Produção! Você não acha? Este monitoramento é realmente muito importante. Muito rico também o artigo em informações sobre as normas da série ISO 9000. Interessante notar a importância da melhoria contínua como fator primordial para o diferencial competitivo destas empresas.

  8. Cristiane Catela disse:

    Contribuições do Seis Sigma: estudos de caso em multinacionais

    O programa seis sigma vem ganhando destaque no cenário industrial, devido a sua abrangência que contempla o foco na qualidade, como também no desempenho do negócio por meio do gerenciamento estratégico, combinando assim uma abordagem estatística com a estratégica. O presente trabalho é um estudo de caso com enfoque na metodologia seis sigma, visando trazer considerações importantes, mostrando na prática as contribuições trazidas dos investimentos no Seis Sigma para empresas do Brasil. Para se ter o conhecimento empírico então, os requisitos essenciais como conceito de qualidade; combinação das abordagens estatística e estratégica; sistematização metodológica; formação de especialistas; e gestão de projetos são discutidos tanto no âmbito teórico como prático (estudo de caso em si).
    Como dito, o artigo é um estudo de caso em que os dados foram coletados em 2005 por meio de entrevistas com especialistas black belts e green belts. Um protocolo para direcionar as entrevistas foi elaborado com 40 perguntas abertas sobre a relevância dos requisitos essenciais já mencionados. Dessa forma, foram selecionadas duas empresas que tem o programa em estágios diferentes (inicial e avançado) e setores de mercados diferentes também, entre outros fatores.
    Após toda a pesquisa realizada, e os subsídios empíricos adquiridos com o estudo, é notório a relevância dos requisitos citados para um resultado promissor. Sendo assim, investir na implementação do Seis Sigma quando fomentado pelo alto escalão da empresa e tendo um ambiente gerencial propício e uma estrutura considerável é muito viável, mas ainda assim implica em mudanças profundas que afetam o sistema de gestão e o capital da empresa. Lembrando que, o retorno financeiro dificilmente será visto a curto prazo.

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    • chicoteixeira disse:

      Oi Cristiane! Muito bom o trabalho que você escolheu. Muitas informações importantes e aspectos relacionados ao tema da qualidade. Parabéns. Também achei o seu resumo bem feito, com as informações importantes trazidas pelo artigo. Faltou somente explicar o que significam os temos “black belts” e “green belts.

  9. Júlia Porto disse:

    Boa tarde Francisco, vou fazer a resenha sobre APPCC.
    http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/69884/000296113.pdf?sequence=1

  10. Caroline Duarte disse:

    Boa noite.
    O tema escolhido foi: ISO 9000.
    E o link do artigo: http://www.scielo.br/pdf/gp/v20n4/aop_gp0334_ao.pdf

    • CAROLINE DUARTE TAVARES disse:

      Um estudo sobre a certificação ISO 9001 no Brasil: mapeamento de motivações, benefícios e dificuldades.

      Os sistemas de gestão da qualidade (SGQ) desenvolvem um padrão de melhoria na qualidade dos serviços fornecidos aos clientes, através de ações coordenadas e organizadas, a partir da identificação de necessidades, motivações, benefícios e dificuldades na certificação de SGQ ISO 9001 em empresas nacionais. A qualidade dos serviços deve ser ampliada além do setor produtivo, devido ao aumento da competitividade do mercado, oferecendo de forma contínua um serviço de qualidade, sendo esse o início pela busca dos SGQ’s.
      As normas ISO 9000 são reconhecidas mundialmente, e cada uma se encaixa num diferente nicho do mercado. A ISO 9001 é a norma certificável, que apresenta requisitos para uma gestão de qualidade, focando principalmente na obtenção de processos eficazes, que resultam em clientes externos satisfeitos. Sua implantação e certificação requer tempo e dedicação dos colaboradores.
      Behara e Gundersen (2001) concluíram que nem todos os programas e ferramentas da qualidade são igualmente apropriados para todas as organizações. O nível de qualidade e desempenho da gestão influencia e às vezes define quais deles devem ser utilizados. Alguns elementos são essenciais para o sucesso da implementação desses sistemas de qualidade: estabelecer objetivos claros, atribuição do poder e treinamento de funcionários.
      Já as ferramentas básicas associadas à gestão da qualidade com forte potencial de uso pelos grupos de melhoria na organização são: 5W1H; Brainstorming; Benchmarking; Círculos de Controle da Qualidade; Controle Estatístico do Processo; Diagrama de Ishikawa; e Diagrama de Pareto (EIGELES, 2003; MADU, 2005; SALAHELDIN; ZAIN, 2007; ADEBANJO; ABBAS; MANN, 2010; HENSLEY; UTLEY, 2011; CHAVAN, 2011).

      • chicoteixeira disse:

        Oi Caroline! Sistemas de gestão da qualidade e certificação ISO 9001 representam para as empresas um diferencial competitivo frente ao mercado de consumo. No entanto, como você frisou isso exige a dedicação e o comprometimento dos colaboradores, que só é conseguido com o empenho da alta gerência em investir em treinamentos e capacitação. Interessante as ferramentas da qualidade citadas no final da resenha.

  11. Felipe Demidoff disse:

    Boa noite, Francisco,

    Escolhi o tema “just-in-time”, artigo “Analysis of the implementation of total productive maintenance, total quality management, and just-in-time in pharmaceutical manufacturing”.
    Link: https://link.springer.com/article/10.1007/s12247-010-9095-x.

    • Felipe Demidoff disse:

      Em virtude do aumento da fiscalização por parte das agências reguladoras, indústrias farmacêuticas têm enfrentado severos problemas de qualidade, oriundos de desvios das boas práticas de fabricação. Nesse contexto, a capacidade de fabricar produtos farmacêuticos que atendam às especificações e mantenham sua competitividade comercial (atingindo assim a excelência operacional ou OPEX) vêm se tornando cada vez mais desafiadora.
      O principal objetivo do estudo foi a avaliação da implementação de níveis de excelência operacional pela indústria farmacêutica, incluindo os princípios de Manutenção da Produtividade Total (TPM), Gerenciamento de Qualidade Total (TQM) e Just-in-Time (JIT), a partir de dados coletados por uma universidade suíça entre 2004 e 2009.
      Em suma, os princípios do modelo OPEX podem ser organizados em um fluxograma, no qual a padronização dos equipamentos (TPM) é seguida da padronização dos processos (TQM) e, finalmente, da padronização da reposição ou reabastecimento (JIT). Como resultado, as primeiras medidas adotadas pelas indústrias almejam o estabelecimento de maquinário (manutenção preventiva, uso efetivo da tecnologia etc.) e processos (gerenciamento dos processos, integração com os clientes, gerenciamento da qualidade de fornecedores, dentre outros.) estáveis e efetivos. Somente após a obtenção destes dois objetivos as empresas passam a investir na otimização e redução de estoque (através da adoção de modelos de produção como o Just-in-Time).
      Considerando as limitações de recursos financeiros e humanos, as indústrias focam no avanço em TPM e TQM (eficácia), em detrimento do JIT (eficiência); em outras palavras, a maior parte das empresas ainda se concentra em assegurar a habilidade de produzir bens, importando-se pouco com a redução de esforço/despesas e aumento da produtividade.

      • chicoteixeira disse:

        Olá Felipe! Interessante a discussão trazida pelo seu artigo sobre as preferências das indústrias farmacêuticas em investir tempo e recursos em operações e processos em detrimento de investir na redução de estoques e melhoria contínua. Infelizmente não pude ter acesso pelo link disponibilizado. Envie, por favor, o artigo por e-mail.

  12. Maria Luiza Azevedo disse:

    Ola Francisco,
    Farei minha resenha sobre APPCC ou Análise de perigos e pontos críticos de controle.
    http://www.scielo.br/pdf//gp/v8n1/v8n1a07.pdf

  13. Cinthya Maciel de Melo disse:

    Bom dia,
    Tema escolhido: Material Requirements Planning
    Título: “Análise de modelos e práticas de planejamento e controle da produção na indústria farmacêutica”
    Link: http://www.scielo.br/pdf/prod/v14n1/v14n1a07

    • Cinthya Maciel de Melo disse:

      Resenha: Análise de modelos e práticas de planejamento e controle da produção na indústria farmacêutica
      O artigo relata um estudo de caso realizado em grandes multinacionais localizadas no estado de São Paulo, empresas no setor da Indústria Farmacêutica, onde foram realizadas visitas técnicas e posteriores entrevistas com os responsáveis pelo Planeamento da produção. Com o intuito de analisar as práticas de planejamento da produção e estoques, focando no uso de modelos analíticos de apoio à decisão. Para delineamento da pesquisa, foi caracterizado o modelo a ser analisado nas indústrias, visando a estratégia de uma programação da produção. O modelo MRP – Material Requirements Planning, criado nos Estados Unidos no final dos anos 60 e início dos 70, proporcionou um auxilio durante o processo de produção, estabelecendo as necessidades dos materiais baseados na estrutura dos produtos a serem fabricados, em relação às quantidades em estoque e os tempos de resposta (lead times). Com o avançar das décadas 80 e 90, o Sistema MPR evoluiu e adequaram-se para as necessidades de materiais, análises de restrições de capacidade da fábrica e recursos financeiros da empresa, para a unificação da base de dados da empresa, com um cliente-servidor. Portanto, a pesquisa apresenta o objetivo de responder a seguinte questão: “Por que as empresas não utilizam métodos estatísticos e modelos de otimização nos processos de planejamento, programação e controle da produção e estoques?” Dividindo-se em três vertentes: Hipótese 1 (Capacitação): sem implementação de pessoal capacitado para utilização dos modelos analíticos. Hipótese 2 (Adequação): não adequação desses modelos analíticos por dificuldades/falta de adesão, operação e por serem complexos. Hipótese 3 (Relevância): não há uma expectativa de melhorias nos processos de planejamento de produção e estoque por parte das industrias. Como a indústria farmacêutica produz medicamentos e insumos direcionados à saúde humana, tornando-se um setor industrial mundialmente importante do ponto de vista econômico e social. Tais processos de fabricação e distribuição são divididos em etapas: produção industrial dos fármacos (indústria química/farmacêutica); ii) produção industrial dos medicamentos (laboratórios farmacêuticos); iii) distribuição dos medicamentos para os pontos-de-venda (farmácias) através dos distribuidores de medicamentos. Portanto, existe a necessidade de implantação dos métodos avaliados.
      Contudo, posteriormente à pesquisa bibliográfica e os resultados da pesquisa de campo, poderiam apontar quais as dificuldades para a implantação e desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão relacionada aos modelos analíticos de otimização. Observou-se a prevalência do uso do modelo MRP na programação da produção, principalmente durante a gestão de estoques de materiais e insumos importados. Porém, ainda foi verificado que os responsáveis pelo planejamento da produção e estoques apresentaram pouca familiaridade com os conceitos e métodos da Pesquisa Operacional, quando comparado a hipótese 1. Em relação à hipótese 2 durante a pesquisa literária não observou-se casos de implantação de tais modelos analíticos. E ao se tratar da relevância, constata-se fundamental adicionar à empresa os métodos estatísticos e de otimização no planejamento da produção e estoques. (Concluindo que o modelo MRP está presente em todas as empresas participantes do estudo, indicando que há um padrão na indústria farmacêutica voltado para a utilização do modelo MRP, porém focado na administração de materiais, controle de estoques de matérias-primas e embalagens), sugerindo a necessidade de investimento em tecnologias de informação, e melhoria dos processos de previsão de demanda.

      • chicoteixeira disse:

        Olá Cinthya! Muito bom você ter escolhido como tema o MRP para que possamos fazer uma leitura deste Sistema de Administração da Produção. Como você frisou este SAP é de grande aplicabilidade pela indústria farmacêutica. Cabe frisar o entendimento das diferenças deste sistema quando comparado com os demais, em especial o Just-in-time (JIT).

  14. Stephanie Calado disse:

    Boa tarde,
    Tema escolhido: ISO/IEC 17025;

    Artigo: “IMPLANTAÇÃO DA NORMA ISO/IEC 17025 NOS LABORATÓRIOS DA
    UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL” http://www.vertent.net/remesp/enqualab2008/cdrom/pdf/TT022.pdf

    • Stephanie Calado disse:

      Errata.. o artigo correto é: Sistema de gestão da qualidade para laboratório de metrologia de acordo com a NBR ISO/IEC 17025:2005

      disponível: http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2006_TR470322_7791.pdf

      • Stephanie Calado disse:

        A norma NBR ISO/IEC 17025 foi publicada no ano de 2005 em substituição ao ISO/IEC Guia 25 de 1993 e atualiza a versão NBR ISO/IEC 17025:2001, podemos encontrar nela mecanismos para evidenciar a competência técnica dos laboratórios na realização de calibrações e de ensaios. A estrutura dessa norma está organizada da seguinte forma: os requisitos da direção e os requisitos técnicos.
        Laboratórios que desenvolvem seus sistemas de qualidade, administração e técnicas que regem suas operações, devem utilizar essa norma e assim clientes, autoridades regulamentadoras e organismos de acreditação/credenciamento podem realizar a inspeção e verificar a certificação do serviço oferecido pelo laboratório. No processo de acreditação, os requisitos de maior prioridade são definidos através de sua maior ou menor influência no resultado final de uma medição, portanto aquilo que está ligado de forma mais especifica ao resultado deverá receber prioridade.
        Hoje, implantar um sistema de qualidade é um diferencial competitivo no mercado. Todos os setores que estão disponíveis no mercado precisam de um padrão de qualidade. Quando implantada a NBR ISO/IEC 17025, um laboratório precisará padronizar seus serviços para que funcionem de acordo com especificações e que garantam a qualidade no resultado final. Ela contribuirá para que determinado laboratório produza resultados válidos, com menores incertezas de medição que o de outros laboratórios e se possível com um menor tempo de execução dos serviços.
        Os principais Problemas, segundo os laboratórios, dos organismos credenciadores para implantar NBR ISO/IEC 17025 são: Agenda para visita de avaliadores; Interpretações pessoais de cada auditor em relação a Norma; Alto custo Tempo de acreditação (grande tempo de envio de resposta). Já em relação as dificuldades e problemas enfrentadas pelos laboratórios são: Falta de comprometimento da administração do laboratório; Sistema de gestão da qualidade não qualificado; Falta de um eficaz processo de melhorias; Analise crítica do sistema da qualidade não eficaz; Auditoria interna não eficaz; Sistema burocrático com falhas em sua gestão.
        As vantagens superam as dificuldades. Elas englobam tanto as organizações: disponibilizando valioso recurso por meio de um grupo de avaliadores de conformidade, independentes e tecnicamente competentes; Fornecendo processo de avaliação único, transparente e reproduzível com o qual se evita a utilização de recursos próprios, elimina-se o custo da avaliação e se reforça a coerência; Reforça a confiança do público nos serviços prestados; Fomenta os esquemas confiáveis de auto-regulação do próprio mercado, incrementando-se a competência e a inovação. Para os usuários: Possibilitando a tomada de decisões acertadas; Garante a aceitação internacional dos produtos sem a necessidade de repetições das avaliações realizadas. Para os avaliadores ou auditores: Em alguns setores, a acreditação é requisito imprescindível para execução das atividades; Para determinadas atividades, é um requisito de fato para poder vender os serviços de avaliação, como calibração, certificação, ISO 9001; É um marco diferencial no mercado, sendo garantia de integridade e competência, aumentando assim as oportunidades comerciais dos avaliadores. Para os consumidores finais: Inspira confiança no provedor ao garantir que o produto tem sido avaliado por um organismo independente e competente. Aumenta a liberdade de escolha e fomenta um mercado livre, porém confiável.

      • chicoteixeira disse:

        Oi Stepnanie! Legal você ter escolhido a NBR ISO/IEC 17025 que apresenta diferenças importantes em relação às demais normas, principalmente quanto aos seus objetivos. Muitas Informações importantes, das quais destaco a atuação do INMETRO, da Rede Brasileira de Calibração (RBC) e da Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios (RBLE), os requisitos mínimos para a acreditação dos laboratórios, principais dificuldades em implantar a norma e as vantagens da acreditação.

  15. Luma disse:

    Boa noite,Francisco.O tema escolhido foi:Sistemas de administração da produção.Com base no artigo:PRODUÇÃO ENXUTA NO SETOR DE SERVIÇOS: CASO DO HOSPITAL
    DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – HCPA
    Segue o link:https://periodicos.utfpr.edu.br/revistagi/article/viewFile/218/330

    • Luma Santos disse:

      A produção enxuta é utilizada com o objetivo de eliminar ou minimizar atividades não agregadoras de valor ao produto final, ou seja, o máximo da produtividade e da eficiência aliadas aos baixos custos de estocagem. Mesmo tendo sido desenvolvida com um foco industrial, ela pode ser aplicada em qualquer setor, como no caso do artigo que analisa a aplicabilidade dos princípios desse tipo de produção no Hospital de Clínicas de Porto Alegre – RS (HCPA), analisando as possibilidades de melhoria. Os princípios da produção discutidos por Åhlström foram tomados como referência; São eles: A eliminação de desperdícios; Zero defeito; Puxar ao invés de empurrar; Equipes multifuncionais; Descentralização de responsabilidades; Sistemas verticalizados de informação e Melhoria contínua. Foi realizado um estudo de caso no HCPA e a unidade considerada foi o bloco cirúrgico. Foi realizado um método de pesquisa qualitativa, com visitas às instalações dos hospitais, para se conhecer as atividades realizadas. As observações feitas resultaram em um questionário com foco na aplicação dos princípios da produção enxuta de Åhlström, verificando o grau de utilização de cada princípio e possibilidades de melhorias. Para complementar a análise foi realizado o mapeamento de processos (MFV).
      De forma geral, o estudo dos princípios enxutos no Bloco Cirúrgico do HCPA permitiu que fossem verificadas possibilidades de melhorias, tanto na questão da organização administrativa do bloco, quanto na forma como os atendimentos são realizados para os pacientes.
      Assim, investir na melhoria de processos visando à eliminação de possíveis desperdícios é fundamental para que as empresas prestadoras de serviços se mantenham competitivas.

      • chicoteixeira disse:

        Olá Luma! Muito interessante o artigo que você escolheu quando confrontado com o tema Sistemas de Administração da Produção. Isso porque realmente a Produção Enxuta parece ter uma aplicação muito maior para atividades produtivas ou industriais. No entanto, o artigo foi bem sucedido em demonstrar a utilidade do Sistema também para o setor de serviços, que tem realmente crescido substancialmente em importância nas últimas décadas.

  16. Thalita Coelho Busch disse:

    Boa noite Francisco,

    Escolhi o tema: FMEA ou Análise de modo e efeito de falha;
    Artigo: “Farmacêutico e a segurança dos usuários de medicamentos: aplicação da ferramenta FMEA no serviço de farmácia de um hospital público de Teresina”
    Disponível em: http://revistas.cff.org.br/?journal=experienciasexitosas&page=article&op=view&path%5B%5D=1576&path%5B%5D=1375

    • Thalita Coelho Busch disse:

      O artigo mostra a importância da Análise dos Efeitos e Modos de Falhas na área de farmácia, mais especificamente na farmácia hospitalar, por meio da identificação de falhas e de suas possíveis causas e consequências para, assim, estabelecer soluções com o objetivo final de aplicar as correções necessárias e melhorar o serviço. A pesquisa ocorreu em Teresina, nordeste do Piauí, e o FMEA foi utilizado para avaliar as etapas que envolvem o ciclo do medicamento até a sua dispensação. A análise das prescrições foi a primeira a ser realizada, seguida pela análise da validação da prescrição médica pelo farmacêutico e da dispensação do medicamento. Foi preciso formar um grupo de trabalho que definiu a função ou característica do produto/processo, as possibilidades de erros, suas possíveis causas (foram atribuídos índices para avaliar os riscos), medidas de detecção e prevenção e medidas de melhoria. Foram elaboradas três tabelas (possibilidade de ocorrência, capacidade de detecção e gravidade) e quadros de investigação para análise de riscos. O índice de prioridade de risco (RPN) era determinado pelo produto dos pesos dos fatores apresentados nas tabelas permitindo o calculo do risco associado a uma determinada atividade crítica. As atividades que representavam um maior risco para o processo foram identificadas e os planos de ação foram definidos. Nas três etapas analisadas foram encontrados erros com altos valores de RPN, observou-se o predomínio de falhas com valores inaceitáveis durante a elaboração da prescrição médica seguida da etapa de dispensação e validação da prescrição. Dentre os erros de prescrição médica alguns dados foram alarmantes, porém, a discussão a respeito do tema com a equipe médica, a inclusão de medicamentos pela Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), adoção de intervenções farmacêuticas e a disseminação da lista com os medicamentos padronizados promoveram uma diminuição significativa no índice de falhas encontradas. Será necessário um novo estudo FMEA para uma avaliação mais aprofundada da etapa de validação da prescrição bem como das ações recomendadas que serão executadas na etapa da dispensação de medicamentos. Uma nova aplicação desse estudo para avaliação do processo também será importante. Após a execução das diversas medidas corretivas espera-se um processo mais seguro com a diminuição significativa dos valores de RPN. Por fim, acredito que o estudo contribuiu com o aumento da segurança do usuário de medicamentos, estratégias e recomendações que podem ser usadas em outras instituições que apresentem as mesmas deficiências, além disso, é um incentivo para que outros locais implantem essa metodologia para identificar e corrigir suas próprias falhas.

      • chicoteixeira disse:

        Olá Thalita! Concordo com você sobre a aplicabilidade do estudo como referência para outras instituições que desejam aprimorar o seu sistema de segurança na utilização de medicamentos pelos pacientes. O artigo também é interessante por trazer conceitos importantes sobre o tema escolhido, a ferramenta FMEA (Análise de Modo e Efeito de Falha), além de explicar a implantação do sistema. Parabéns pelo trabalho.

  17. Carla Barbosa disse:

    Tema: FMEA ou Análise de modo e efeito de falha
    Artigo: “APLICAÇÃO DO MÉTODO FMEA NA IDENTIFICAÇÃO DE IMPACTOS
    AMBIENTAIS CAUSADOS PELO DESCARTE DOMÉSTICO DE MEDICAMENTOS”
    Disponível em: http://repositorio.ufla.br/bitstream/1/1248/1/ARTIGO_Aplica%C3%A7%C3%A3o%20do%20m%C3%A9todo%20FMEA%20na%20identifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20impactos%20ambientais%20causados%20pelo%20descarte%20dom%C3%A9stico%20de%20medicamentos

  18. Mariana Santana disse:

    Tema:Fault Tree Analysis
    Artigo: O USO DO PROJETO DE EXPERIMENTOS SIMULADOS
    PARA ANÁLISE DO EFEITO INTERATIVO DE FALHAS EM
    PROCESSOS: UM CASO HIPOTÉTICO
    https://www.researchgate.net/profile/Fernando_Marins/publication/46254069_O_uso_do_projeto_de_experimentos_simulados_para_analise_do_efeito_interativo_de_falhas_em_processos_um_caso_hipotetico/links/0deec51a5f4b558e0a000000.pdf

  19. Assunto: ISO 9000

    The impact of ISO 9000 certification on firms’ financial performance

    http://dx.doi.org.ez29.capes.proxy.ufrj.br/10.1108/IJOPM-07-2012-0387

  20. Bruna Lannes disse:

    Segue resumo do artigo “JUST-IN-TIME NA DISTRIBUIÇÃO DE SUPRIMENTOS NO AMBIENTE HOSPITALAR: O CASO DE UM HOSPITAL PRIVADO”

    Assim como no setor industrial, a área hospitalar também teve que se modificar nos últimos anos para atingir o padrão de qualidade exigido pelos clientes , reduzir custos e aproveitar melhor os recursos disponíveis. O método ‘Just in Time’ (JIT) é aplicado justamente para essas finalidades. Existem outros métodos de gestão industrial que poderiam ser aplicados no ambiente hospitalar como o planejamento dos requisitos de materiais (MRP) e planejamento dos requisitos de manufatura (MRPII). No entanto, o artigo foca no método Just in Time (JIT) como técnica gerencial do hospital privado de Porto Alegre, enfatizando no setor de distribuição interna de suprimentos e medicamentos, onde foi aplicado o método.O paciente é o ponto que dispara toda a cascata de serviços do hospital, por isso, tais serviços não podem ser estocados e são utilizados conforme a necessidade do paciente. Com isso, é possível aplicar o JIT para gerenciar esses serviços. No ambiente hospitalar, o JIT é facilmente aplicado na área de distribuição de materiais e suprimentos. O artigo exemplifica o uso do JIT em hospitais americanos para a distribuição de materiais como, medicamentos, os materiais utilizados pela enfermagem e de alimentos. No caso dos alimentos, os pacientes escolhem o que querem comer um pouco antes das refeições, o que gera uma grande economia e menos desperdício para o hospital.
    Para que seja possível a utilização do JIT na distribuição de medicamentos e suprimentos no hospital, é preciso saber o que é consumido. O Sistema de Distribuição de Medicamentos por Dose Unitária (SDMDU) contribui para o método através da padronização de medicamentos. A dose do medicamento é preparada e dispensada pronta para ser utilizada e na área de enfermagem só ficam quantidades necessárias por 24 horas, sendo renovadas ao fim desse período após orientações médicas. A primeira etapa realizada pelos autores e colaboradores foi a de revisão de literatura sobre o JIT. Depois, foi realizado um estudo de caso onde se comparou as características do hospital com a do método JIT. As informações foram coletadas através de entrevistas com os responsáveis da gerência de materiais e gerência de enfermagem.
    O hospital funcionava da seguinte forma: o médico prescrevia o medicamento e a posologia o que disparava o processo produtivo. Depois, auxiliares de farmácia ou enfermagem realizam o aprazamento onde também leva em conta os materiais que serão necessários para que aquele medicamento seja administrado. Então, segue para a farmácia onde tudo será computadorizado para se que realize a montagem do pedido. Então, um profissional acondiciona em embalagem adequada e tudo é conferido. Por fim, o produto é enviado para as unidades de enfermagem onde é conferido se o medicamento está correto para o paciente, na posologia e preparo certo, e então, administrados.
    Após análise, o hospital padronizou os medicamentos a serem utilizados, facilitando o controle. Alguns medicamentos são administrados em forma de kit, onde está incluído todo o suprimento necessário para administração. Foram encontradas várias características do método JIT na distribuição interna do hospital, confirmando que o SDMDU pode ser usado como base da implantação do JIT. Com isso, gerou uma redução de erros de administração, e de tempo de preparo e redução dos desperdícios de medicamentos vencidos, redução dos estoques e maior padronização. Obviamente, o planejamento de compras e estoque de segurança são necessários para que não haja falta e comprometa a saúde.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Bruna! Assim como no artigo utilizado pela Adriana no seu trabalho também foi utilizada a metodologia Just-in-Time (JIT) para gerenciar a distribuição de medicamentos de um hospital. Na seção de aplicações do JIT no ambiente hospitalar os autores afirmam que processos com poucos produtos são mais indicados para a utilização do JIT, isto está de acordo com o que explicamos sobre a baixa variabilidade de produtos como uma característica que distingue o JIT de outros Sistemas de Administração da Produção (SAPs). O artigo também contribui para o entendimento das características do JIT, como a flexibilidade de atuação dos profissionais, ou seja, uma maior capacidade de tomada de decisões pelos operadores.

  21. Júlia Porto disse:

    Resenha referente ao artigo: “DETERMINAÇÃO DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE PARA A IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE EM LACTÁRIO”
    O artigo trata-se da escolha e aplicação de uma ferramenta da qualidade que garantisse inocuidade do ambiente e das preparações feitas no lactário do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Em um primeiro momento, eles fizeram um levantamento de dados da literatura que revelaram achados de outros autores de contaminação e falta de qualidade em outros lactários de variados municípios, o que demonstrava a importância do estudo ser feito. A partir disso, eles optaram por implantar o sistema APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) e para que os perigos e pontos críticos fossem identificados, foi necessária a realização de análises microbiológicas tanto nas matérias-primas como no produto final e, para que fosse analisada também a preparação em si, foram determinadas as temperaturas e os tempos de cada etapa para verificar se esses fatores estavam propiciando uma contaminação microbiológica. Esperava-se que, como o hospital deveria adotar as Boas Práticas de Manipulação, não fossem encontrados microrganismos relacionados às condições higiênicas do local.
    Os testes foram feitos, em um período de 6 meses, para detecção de mesófilos totais, coliformes totais, coliformes fecais, Staphylococcus aureus, Staphlococcus epidermidis, Bacillus cereus, Streptococcus sp., Clostridium sulfito redutores, bolores e leveduras e presença de Salmonella sp. Os testes foram negativos para Bacillus cereus, Staphylococcus aureus, Salmonella sp. e Clostridium sulfito redutores, o que foi importante pois diversos relatos da literatura demonstravam resultados positivos para Staphylococcus aureus, o que é perigoso para os pacientes e também revela problemas de Boas Práticas já que o manipulador pode transmiti-lo. Não foram encontrados também indícios de coliformes fecais, o que indica satisfatória higiene e manipulação dos colaboradores. No entanto, a referência estabelecida para comparação dos resultados foi a Seção de Dietética Experimental da USP e, segundo seus padrões, algumas amostras estavam fora da qualidade preconizada por ela, tanto para as preparações industrializadas quanto para as de leite de vaca com açúcar, além das enterais. Totalizando-se os resultados, verificou-se que quase 80% das amostras estavam com a qualidade abaixo da estabelecida, o que é um alerta para a unidade de que há a necessidade de uma intervenção no setor. Os autores observaram também que a contaminação parece ter origem ‘da higienização incorreta de utensílios e equipamentos e também da matéria-prima; estas hipóteses foram levantadas porque há preparações que não passam por tratamento térmico durante sua manipulação. Entretanto, dentre as matérias-primas analisadas, a água não apresentou microrganismos.
    Quanto aos tempos de preparo e às temperaturas utilizadas, também foram observados problemas quando comparados ao que está na literatura. Dentre as etapas observadas, o reaquecimento, por exemplo, precisou ser revisto, pois as fórmulas estavam sendo arriscadas quanto à proliferação de microrganismos. Isso é importante porque compromete a etapa seguinte: de distribuição e o tempo em que ela pode ser feita.
    Após todas as análises foram identificados os PC’s (Pontos de Controle): mistura, envase e distribuição. E os PCC’s (Pontos Críticos de Controle): recebimento da matéria-prima, fervura, cocção, resfriamento, conservação fria e reaquecimento.
    Vale ressaltar que essa ferramenta é eficaz e pode sanar as dificuldades encontradas desde que os colaboradores tenham a noção da responsabilidade da sua participação e que a façam da maneira exigida, já que o processo é em cadeia e cada etapa é importante para a qualidade do produto final. Por isso, seria interessante a análise de tempos em tempos das formulações a fim de tomar conhecimento se o processo foi readequado e o produto final está com as características necessárias ou se mais algum passo precisa ser revisado.

    • chicoteixeira disse:

      Oi Júlia! De extrema importância as considerações que o seu artigo trás sobre as características de vulnerabilidade das crianças frente às infecções nosocomiais e a importância da atenção para a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. O sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) se constitui em uma ótima ferramenta de identificação de riscos e, por isso, tem sido a primeira escolha na busca de melhorias na gestão da qualidade higiênico-sanitária. Os dados da literatura trazidos pelo artigo também são relevantes pelo alto percentual de amostras fora dos padrões exigidos quanto a contaminantes microbiológicos.

  22. Taynan Motta Portal disse:

    Resenha do Artigo “Qualidade total e certificação ISO 9000: história, imagem e poder”

    A sigla T.Q.C. vem do inglês “Total Quality Control” que, em português pode-se traduzir para “Controle de Qualidade Total. Este sistema administrativo teve início nos Estados Unidos, logo após a Segunda Guerra Mundial, mas seu conceito foi mais desenvolvido no Japão. Este conceito utiliza-se da teoria Maslowiana, que defende a possibilidade de melhorar a sociedade humana e a natureza, a partir da motivação, tendo como princípios básicos atender as necessidades dos clientes, prezar pelo lucro contínuo e traçar um planejamento estratégico para fugir dos desvios da qualidade. A aplicação do T.Q.C. pelas organizações também é voltada para os trabalhadores da mesma, em que a comunicação deve ser isenta de autoritarismo, os procedimentos devem ofertar a satisfação do trabalho, além de haver maior integração entre os grupos. Este sistema é tão eficiente que, segundo relatos de funcionários, o sistema pede cada vez mais sua capacitação, o que os obriga a sempre estudar e estar atualizados. Além disso, os conceitos do T.Q.C. estão sempre voltados para a sobrevivência da empresa no mercado, o que nos remete à competitividade. Sendo assim, as empresas devem estar sempre em busca de um diferencial competitivo para se sobressair sobre as outras. Dentro desse diferencial competitivo encontramos a certificação ISO 9000, onde muitas organizações, para garantir sua competitividade no mercado, padronizam seus produtos e/ou serviços para receber esse selo de qualidade. Estas normas são formadas pelas letras iniciais de International Organization for Standardization, em português, Organização Internacional para Padronização. A normatização ISO teve início no período da Guerra Fria, na Europa, sendo uma organização não governamental que trata da questão da qualidade e busca estabelecer as diferentes inter-relações entre os principais conceitos da qualidade, fornecendo diretrizes para seleção e uso das normas ISO 9001, ISO 9002, ISO 9003, entre outras. Cada tipo de ISO tem como objetivo fixar um padrão mínimo de qualidade a ser seguido, e, após isso, é feita uma auditoria, cuja inspeção culminará ou não na certificação da empresa ou serviço. Portanto, tanto a implantação do sistema T.Q.C. quanto das normativas ISO se mostram ferramentas fundamentais na luta pela permanência no mercado, onde o conceito de qualidade vem em primeiro lugar para que o serviço seja bem executado e o cliente saia satisfeito.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Taynan! O conceito de Controle da Qualidade Total “Total quality Control” é um dos mais importantes e difíceis de traduzir na prática. Como você pôde perceber diversos requisitos têm de ser cumpridos para que possamos pleitear o estabelecimento deste nível de controle. Porém, talvez a maior dificuldade seja instituir uma cultura organizacional de compromisso com a qualidade, onde as práticas diárias da rotina de produção e de processos estejam internalizadas pelos operadores de tal forma que a qualidade se traduza como algo inerente àquela organização, ou seja, faz parte de seu DNA. No entanto, a autora trás uma dura crítica ao sistema TQC e nos faz refletir um pouco sobre esta abordagem. Fiquei curioso em saber sua opinião sobre as conclusões finais do artigo…

  23. Maria Luiza Azevedo disse:

    Ola Francisco,

    Segue abaixo a minha resenha do artigo: “Implementação do HACCP na Indústria de Alimentos”.

    O artigo “Implementação do HACCP na Indústria de Alimentos” relata a importância da realização do método de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) na Indústria de Alimento para a garantia da segurança alimentar. A APPCC tem como objetivo garantir a produção de alimentos de forma segura à saúde do consumidor. Além disso, esse método está fundamentado em diferentes conceitos diretamente ou indiretamente relacionados à detecção de possíveis contaminações.
    Conceitualmente a APPCC é um estudo sistemático que identifica os possíveis perigos e analisa a possibilidade desses pontos críticos ocorrerem no decorrer do processo produtivo. Essa metodologia é fundamentada no emprego de ideias técnicas e científicas de precaução, com a finalidade de garantir a qualidade da produção e a segurança alimentícia. Para a realização da APPCC é necessário que as Boas Práticas de Fabricação (BPFs) sejam elaboradas previamente.
    De acordo com a “Codex Alimentarius” a APPCC deve discernir os perigos e averiguar os riscos de ocorrência; estabelecer os pontos críticos de controle dos perigos definidos; estabelecer limites críticos a garantir que a operação encontra-se debaixo dos pontos críticos de controle (PCC); determinar e programar um sistema de monitoramento; quando não houve o atendimento dos limites críticos, deve-se fazer uma ação corretiva; o sistema deve ser verificado; e os registros devem ser mantidos. Esses são os princípios pelo qual a APPCC deve seguir.
    Além disso, a “Codex Alimentarius” também sugere uma sequência de 12 passos para que a APPCC possa ser realizada, que são: composição de uma equipe de APPCC; relatar de forma detalhada o produto; reconhecer o público-alvo do produto em questão; criar um esquema de fluxo; determinar as etapas no fluxograma; enumerar todos os pontos críticos do processo, investigar os possíveis riscos e declarar os controles indispensáveis; definir os PCC; designar para cada um dos PCC os limites críticos; um sistema de monitoramento deve ser definido; ações corretivas devem ser definidas; a verificação dos processos deve ser especificada, além de organizar as documentações.
    Outra certificação de extrema importância para uma empresa é a ISO 9000, pois é ela que vai assegurar que a indústria possui um sistema de garantia da qualidade compatível com as especificações esperadas. A ISO 9000 é utilizada para monitorar e vistoriar os pontos críticos da qualidade, já a APPCC é usada para assinalar os PCCs. Logo, essa certificação atua como uma base para a instalação da APPCC. Um ponto negativo desse sistema (APPCC + ISO 9000) é que há uma grande quantidade de documentação, exigindo assim que a mesma esteja sempre atualizada.
    Baseado nesses conceitos, o autor fez um relato sobre um Estudo de Caso que foi desenvolvido em uma indústria de biscoito com 700 empregados, aproximadamente. O grupo de trabalho era formado por 4 pessoas com funções diferentes (1 líder de projeto, 2 pessoas do setor de embalagem e 1 do setor de fabricação). Primeiramente, este grupo foi treinado pelo líder de projeto sobre o método APPCC e as BPF, depois esse grupo ofereceu um treinamento para o restante dos empregados, enquanto, concomitantemente o trabalho era desenvolvido na indústria. Muitos acompanhamentos foram feitos durante a fabricação dos biscoitos e a partir disso puderam observar alguns problemas:
    – cerca de 90% dos PCCs estavam associados com a contaminação por corpos estranhos;
    – para se elaborar a APPCC era necessário que os empregados tivessem uma atuação mais efetiva na fabricação para um melhor acompanhamento das etapas de fabricação.
    Conforme as alterações solicitadas foram sendo implementadas notou-se uma mudança da postura dos funcionários da indústria quanto à segurança do produto, levando principalmente a um maior comprometimento da administração da empresa com a implementação deste método. Além disso, foi observado um aumento da documentação com a elaboração do APPCC e isso gerou uma maior preocupação com a revisão do mesmo constantemente. Fez-se necessário também um acompanhamento dos pesquisadores quanto aos PCCs elaborados pela APPCC, porque um grande número de formulários preenchidos de forma que não atendiam as normas estabelecidas pelo Esquema de Monitoramento de Qualidade (QMS) foram encontrados.
    Assim, pode-se perceber que o APPCC é de extrema importância no desenvolvimento de estudos que avaliam os possíveis perigos que podem comprometer a segurança do alimento, porque é um método totalmente voltado para o controle ao longo de toda a cadeia produtiva. Observou-se que para o sucesso desta ferramenta é necessário que haja treinamento e um engajamento de todos os funcionários, principalmente os chefes administrativos. Além disso, os pesquisadores puderam perceber também que a APPCC quando implementada juntamente com as BPFs possui um melhor resultado, porque os esforços para vistoriar os pontos perigosos de um processo são complementares.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Maria Luiza,
      Obrigado pela sua resenha e pela escolha do artigo. Acredito que você teve a oportunidade de identificar neste estudo uma sequência bastante semelhante com aquela que utilizamos no trabalho que fizemos em sala de aula sobre as atividades da unidade de controle de qualidade e a metodologia APPCC. Importante frisar a exigibilidade das Boas Práticas de Fabricação como pré-requisito para a implantação de um sistema APPCC e a plausibilidade de se utilizar concomitantemente outros mecanismos para buscar a melhoria continua ou um sistema de qualidade efetivo, no artigo exemplificado pela ISO 9000.

  24. Mayra Koba disse:

    Boa noite.
    Segue o resumo sobre metodologia Seis Sigma, baseado no artigo intitulado “IMPROVING THE PERFORMANCE OF PHARMACEUTICAL TABLET PRODUCTION USING SIX SIGMA METHODOLOGY (MODULATION ON DIGESTIVE ENZYME TABLET)”:
    O mercado farmacêutico no Egito representa uma grande parcela da economia egípcia, sendo este subdividido em: categorias do setor público, empresas do setor privado local e empresas transnacionais privadas. Com os investimentos na indústria farmacêutica a produção e as exportações têm crescido constantemente nos últimos anos, ganhando representatividade na região MENA e na Europa.
    A qualidade na indústria farmacêutica é essencial para fabricar medicamentos com segurança e eficácia e, com isso, novas metodologias têm sido adotadas nos sistemas regulatórios e industrial para a garantia da qualidade dos medicamentos. Atualmente, uma das metodologias utilizadas é a Seis Sigma, que é baseada no modelo DMAIC. Este é um acrônimo que representa: definir, medir, analisar, melhorar e controlar. Cada um dos componentes aborda um aspecto diferente da estratégia geral de melhoria e avanço. Seis Sigma é um conceito estatístico que nos ajuda a definir os problemas sistematicamente, fornece ferramentas para medir e analisar os fatores influentes, identifica as melhorias que podem ser implementadas facilmente e garante que as mudanças que foram feitas sejam mantidas através de um processo de controle e que mantém os ganhos ao longo do tempo.
    Com isso, neste estudo a metodologia foi dividida em etapas. Inicialmente foi feita a classificação das formulações de produtos farmacêuticos da empresa em: produtos estéreis e produtos não estéreis. As amostras foram retiradas de diferentes seções de produção (ampola, xarope e comprimidos) e o resultado da análise indicou rejeição ou aceitação de lotes de acordo com o limite de especificação. Em seguida foi realizada a coleta e a análise de dados durante três meses para dois tipos de comprimidos: comprimido analgésico (AT) e comprimido de enzima digestiva (DET). Aplicou-se a metodologia nos dados coletados de DET, sendo este escolhido para estudo adicional devido à variação na contagem de bactérias. A aplicação da metodologia inclui cinco fases. A fase de definição lida com a definição de processos, os principais requisitos do cliente e os “proprietários” do processo e, neste caso, foram estudadas três questões: identificar cliente crítico à qualidade, desenvolver carta de projeto e análise SIPOC. Na fase de medição foi considerado medir o desempenho em relação às necessidades dos clientes e aos principais indicadores de desempenho e consistiu em três etapas: crítico para as características de qualidade, definição do padrão de desempenho e análise do sistema de medidas. Na fase de análise relacionou-se com a análise de dados para reforçar as medidas e aperfeiçoar os mecanismos de gestão de processos, sendo composta por: estabelecimento da capacidade de processo, desempenho do processo e identificação da fonte de variação. Na fase de aperfeiçoamento realizou-se as seguintes etapas: geração de ideias, avaliação de ideias, desenho do experimento e recomendação de melhorias. Por fim, o controle do desempenho do processo foi feito pela monitoria de entradas de processo, operação de processo e saídas de processo, e respondendo rapidamente a problemas e variações de processo. Esta fase incluiu: definir e validar medições, determinar a capacidade do processo e implementar controle de processo.
    Após a análise do produto para a empresa farmacêutica (X), observou-se que 84,5% dos defeitos foram atribuídos ao departamento de comprimidos, enquanto 14,1% e 1,4% para os departamentos de ampolas e xarope, respectivamente, por isso, era importante resolver os problemas do departamento de comprimidos. Utilizando a metodologia de seis sigma para analisar os dados coletados, verificou-se que o problema principal era o teste microbiológico em comprimidos com 85,9%, enquanto o problema físico com apenas 14,1%. D.E.T foi submetido ao estudo das variáveis que afetam a contagem bacteriana como matéria-prima, ambiente de processo e precisão de análise microbiológica. Encontrou-se que 66,7% do problema é causado pela variação no ambiente de processo. Utilizando o delineamento fatorial para três variáveis, revelou-se que os métodos de limpeza e desinfecção foram os que mais afetaram a variação total no processo global. Foram estudados sete medicamentos para limpeza e cada um foi classificado para cada critério usando um sistema de escala especial. Verificou-se que a limpeza manual foi o método mais eficaz, pois reduziu a contagem bacteriana da solução de revestimento para 285 UFC/ml e foi afetada no nível sigma por ser 4,2 σ, que excedeu o alvo (não mais do que 500 UFC/mL). Concluiu-se que a metodologia Seis Sigma é um método promissor para melhorar a produção de comprimidos farmacêuticos e realização de seu controle de qualidade.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Mayra! A metodologia seis sigma junto com o design space é uma das mais importantes em termos de aplicação pela indústria farmacêutica. O artigo começa falando sobre o quão importante é a qualidade para o setor farmacêutico e industrial, mencionando as Boas Práticas de Fabricação. A grande vantagem quando utilizamos a metodologia seis sigma é quando buscamos padrões de variabilidade e manutenção da qualidade dentro de certos níveis muitas vezes estabelecidos na legislação ou nas monografias. O modelo DMAIC também se constitui em uma ferramenta importante lembrando estratégia semelhante ao ciclo PDCA.

  25. Núbia Grandini disse:

    Boa noite, Professor!
    Segue a resenha do artigo: “Isolamento de Salmonella sp e Staphylococcus aureus no processo do abate suíno como subsídio ao sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle – APPCC”
    Produtos cárneos e carnes são alguns dos transmissores de patógenos humanos. Salmonella sp e Staphylococcus aureus são algumas bactérias encontradas na carcaça de suínos, responsáveis por gerar patogenias em humanos. Essas bactérias entram na planta de abate a partir dos animais vivos, não existindo procedimentos para o controle desses microrganismos. A Salmonella sp é a principal bactéria incorporada na linha de abate, por isso deve ser considerado um controle antes do abate, durante transporte e meios para diminuir a quantidade de bactéria nas carcaças dos animais. Os processos que estão envolvidos no risco de contaminação por Salmonella sp no abate dos suínos são: toalete, evisceração, escaldamento e divisão da carcaça, porém, as fezes e os linfonodos dos suínos também são origem da contaminação de carcaças durante as etapas de abate. Staphylococcus aureus também é uma bactéria responsável por muitas intoxicações através de carnes. Salmonella sp e S. aureus podem ser identificados nas mãos dos manipuladores, sobre equipamentos e superfícies de trabalho, mostrando assim que pode ocorrer contaminação cruzada.
    Os principais princípios do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) são: identificação de perigos e pontos críticos de controle (PCCs), monitorização desses PCCs, com vista ao controle dos perigos, durante a produção do alimento. Para monitorar a contaminação microbiana das carcaças de suínos, alguns autores sugerem os testes microbiológicos de pesquisa de Salmonella sp e S. aureus, com base no sistema APPCC.
    Foi determinado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a implantação do sistema APPCC em indústrias de produtos obtidos de animais. O presente artigo teve como objetivo avaliar a contaminação de carcaças suínas, quanto ao número de S. aureus e à presença de Salmonella sp, além de identificar os pontos críticos de controle no processo de abate.
    A pesquisa foi realizada em um matadouro-frigorífico de suínos, localizado no estado de Minas Gerais. Foram analisadas 120 carcaças no processo de abate, em 4 etapas, onde 30 carcaças foram amostradas aleatoriamente em cada etapa. As etapas são: imediatamente após a fase de escaldamento, imediatamente antes da evisceração, após a evisceração e serragem das carcaças e após 24h de refrigeração. Em cada carcaça foi analisada uma determinada área, que foi dividida em 7 subáreas, onde foram realizados esfregaços superficiais com swabs estéreis, umedecidos em solução salina a 0,85%. Imediatamente o material foi levado ao laboratório, sob refrigeração, para as análises microbiológicas. Os swabs foram colocados de forma individual em água peptonada tamponada a 0,1%, durante 1 minuto, no mesmo dia em que foram realizadas as coletas. Foi realizada a partir de 25 mL de homogenato, a pesquisa de Salmonella sp, segundo o International Comission on Microbiological Specification for Food (ICMSF). A amostra foi pré-enriquecida em Caldo Lactosado e em seguida houve o enriquecimento seletivo em Caldo Tetrationato (TT) e Selenito Cistina (SC), a fim de identificar e isolar Salmonella sp. O isolamento foi realizado em Xilose Lisina Desoxicolato (XLD), Ágar Verde Brilhante (VB) e Bismuto Sulfito (BS); as colônias típicas foram sujeitadas a identificação bioquímica preliminar com ágar inclinado Tríplice Açúcar Ferro (TSI) e Lisina Ferro (LIA). Isolados que apresentaram reações típicas foram submetidos à análise bioquímica complementar com testes de hidrólise da ureia, IMCiC, fermentação de carboidratos, degradação do malonato e descarboxilação da lisina.
    A contagem de S. aureus também foi realizada a partir do homogenato, segundo o ICMSF, 1 ml foi utilizado no preparo de diluições e alíquotas de 0,1 ml das diluições foram plaqueadas em duplicata, em ágar Baird-Parker. As placas que continham entre 20 e 200 UFC foram escolhidas para contagem de colônias típicas e pelo menos 5 UFC foram confirmadas pela coloração Gram e repicadas em caldo infusão cérebro e coração (BHI). A partir desse resultado, foram feitos testes de DNAse e coagulase.
    Também foi feita uma análise estatística, onde se calculou a média e o desvio padrão, através do programa BioEstat para a contagem de S. aureus. Foi utilizado também o teste de Newman-Keuls para análise de possíveis interações entre as médias dos diferentes pontos de controle nas etapas. Também foi calculada a porcentagem de positivos, para Salmonella sp e S. aureus, a fim de analisar a significância estatística das diferenças entre as frequências das bactérias nas quatro etapas.
    Os autores observaram que o risco de ocorrência de Salmonella sp foi o mesmo em todas as etapas do abate suíno avaliadas. Os resultados mostraram que a frequência dessa bactéria na carne suína pode variar de acordo com o tipo de amostra que foi analisado, porém, só a sua presença no alimento já deve ser avaliada com cautela, uma vez que a legislação exige a ausência da mesma.
    Na primeira etapa, após o escaldamento, foi encontrada Salmonella sp, porém acredita-se que a temperatura da água de escaldamento pode ter evitado uma maior detecção da bactéria. A presença de Salmonella sp nessa fase pode ser por conta das depiladeiras, uma vez que seu processo de limpeza é trabalhoso e todas as carcaças que passam pela mesma tem contato com microrganismos fecais. Não houve um aumento significativo de Salmonella sp entre as próximas etapas, antes da evisceração e após a evisceração, porém houve uma maior frequência nesse último, uma vez que a evisceração tem sido um dos principais fatores de risco de contaminação. Diante disso, a validação da técnica de evisceração deve ser feita através de vários exames microbiológicos. A última etapa, de refrigeração, não houve uma redução na contaminação pela bactéria, mesmo com o processo de aspersão de ácido lático e refrigeração. Diante disso, é necessário investigar o estado do animal e separar de outros animais no transporte e no momento do abate, a fim de evitar contaminação cruzada.
    A contagem de S. aureus não houve diferença entre as quatro etapas analisadas. Seus valores foram relativamente baixos, mas mesmo assim necessitam de cuidados. Em alguns pontos foi possível identificar que as contaminações se deram por conta dos operários, que manipularam as carcaças.
    Diante das análises, é visto que a presença de Salmonella sp e S. aureus são consideradas perigos microbiológicos, além dos quatro pontos estudados serem PCCs que devem ter uma atenção e cuidado maior no sistema APPCC implantado nos estabelecimentos. Não ocorreu predominância de um PCC sobre o outro, uma vez que os resultados não obtiveram aumentos significativos. Foi visto que algumas diferenças encontradas na pesquisa acontecem pelas condições de higiene pessoal, operacional, dos equipamentos e das instalações, por conta disso, várias etapas possuem vários PCCs, por conta da estrutura do estabelecimento.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Núbia! Muito relevante o artigo que você escolheu no atual contexto dos frigoríficos que apresentaram problemas associados à qualidade da carne. Importante também a descrição das técnicas microbiológicas utilizadas para seleção e identificação dos microrganismos citados, pois os meios de cultura utilizados serão objeto de estudo em aulas que ainda serão ministradas. A discussão da metodologia APPCC, que foi o tema escolhido, acabou ficando superficial na sua resenha, mas ainda assim você trouxe conceitos críticos como contaminação cruzada e dificuldade de implantação do sistema APPCC.

  26. Mariane Olivio disse:

    The impact of ISO 9000
    O objetivo deste artigo é explorar a relação entre a aquisição de uma certificação ISO 9000 e o desempenho financeiro global das empresas certificadas. Especificamente falando, o estudo propõe um quadro conceitual multidimensional, incluindo “a demanda dos clientes”, “adoção ISO”, “eficiência de operação”, “eficiência do mercado” e “desempenho financeiro geral”.
    O quadro conceitual de abordagem proposto foi um teste de amostra de empresas grega ISO 9000, certificadas de vários setores econômicos. Gerentes de qualidade foram usados como participantes-chave.
    O resultado do estudo fornece fortes evidências de que a implementação ISO 9000 é altamente associada com melhorias no desempenho financeiro geral. Além disso, verificou-se que a implementação ISO está diretamente associada com melhorias significativas na consciência da qualidade, execução de operações, participação de mercado, satisfação do cliente e receita de vendas.
    A limitação decorrente da metodologia implementada é uso de auto-relato e escalas para medir os construtos do modelo proposto. Além disso, o presente trabalho carece de uma abordagem longitudinal, uma vez que é transversal e proporciona uma imagem estática de implementação da ISO. Implicações práticas são documentos que fazem esforço analítico a fim de apontar as áreas que as empresas devem enfatizar a fim de implementar com sucesso a ISO 9000 e, portanto, colher seus benefícios potenciais.
    O documento propõe um quadro comercial conceitual que examina questões vitais relacionadas com a execução bem-sucedida da ISO 9000, fornecendo, assim, resultados valiosos para os tomadores de decisão acadêmicos.

  27. Mariana Santana disse:

    Tema:Fault Tree Analysis
    Artigo: O USO DO PROJETO DE EXPERIMENTOS SIMULADOS
    PARA ANÁLISE DO EFEITO INTERATIVO DE FALHAS EM
    PROCESSOS: UM CASO HIPOTÉTICO
    FTA (fault tree analysis) é um método utilizado para identificação de causas e efeitos a fim de identificar alguns pontos que requeiram alterações ou melhorias que possam, por fim, melhorar o resultado final do produto. Ele funciona de forma sistemática com a finalidade de determinar causas para certos eventos indesejados. A tradução literal do FTA pode ser dada como “Análise da árvore de falhas”, isso se deve pelo fato do método ter um fluxograma pelo qual se desenvolvem causas e eventos. Esses se iniciam em um topo e se desenvolvem através do uso de marcadores lógicos “e” e “ou”, para construí-lo o analista responde repetidamente a pergunta: “o que causará uma possível falha”, apresentando assim, um evento básico de falha, em seguida uma taxa de falha é atribuída a esse avento. No artigo utilizado, os autores aplicaram o FTA e outros métodos de identificação de falhas em uma indústria farmacêutica, para buscar uma melhor identificação de falhas e consequentemente redução de gastos para a empresa. Com o fim do experimento concluiu-se que a identificação de falhas foi vantajosa e pode ser usada como ferramenta para melhorar a produção na indústria.

    • chicoteixeira disse:

      Olá Mariana! Valeu por ter escolhido um tema diferente para a sua resenha. O método FTA tem algumas características que o distinguem quando comparado a outras metodologias de Análise de Risco, em especial esta abordagem que você mencionou de utilizar marcadores lógicos visando o entendimento das causas e efeitos das falhas nos sistemas de produção.

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