Cursos edX

edX

Para aqueles que gostam de fazer cursos online e querem aprimorar o seu conhecimento do inglês, uma ótima sugestão é o site http://www.edx.org, trata-se de um ambiente que disponibiliza diversos cursos na modalidade “MOOC” (sigla em inglês para: curso online aberto e massivo) das melhores universidades do mundo e nas mais diversas áreas. Realmente é uma ótima oportunidade inclusive para fazer contato com potenciais orientadores para bolsas de graduação no programa Ciência sem fronteiras ou mesmo para aqueles que desejam fazer doutorado sanduíche, por exemplo. Experimentem!

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Plataforma Tecnológica para o Desenvolvimento de Fitoterápicos

Este trabalho é fruto do esforço coletivo de alunos, funcionários e professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) da Universidade Federal do Pará. A sua concepção surgiu a partir da disciplina “Tópicos em Medicamentos” que aborda os principais aspectos envolvidos no desenvolvimento de novos medicamentos a partir de plantas medicinais visando o tratamento de diversas enfermidades comumente observadas na sociedade contemporânea. A colaboração dos professores e funcionários do Programa falando sobre as técnicas e conhecimentos de seus respectivos laboratórios, aliado à pesquisa bibliográfica realizada pelos alunos são os conhecimentos aqui apresentados.

http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3758

Plataforma tecnológica

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Qualidade Total para a Indústria Farmacêutica Brasileira

Vejam esta reportagem no site Valor Econômico sobre as perspectivas da indústria farmacêutica no Brasil. Observem a menção sobre a produção de medicamentos biológicos e reflitam sobre a importância da capacitação e do Controle de Qualidade (aqui destacando todos os assuntos das nossas aulas iniciais) na consolidação da indústria nacional:

http://www.valor.com.br/video/2761648/industria-farmaceutica-diversifica-para-ganhar-novos-mercados-no-brasil

Valeu pela contribuição Rogério Aguiar.

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RDC 17/2010 revogou a RDC 210/2003

Prezados alunos, ao contrário do que foi afirmado durante o nosso seminário realizado na segunda aula de Controle Biológico e Microbiológico de Qualidade de Produtos Farmacêuticos, Correlatos e Cosméticos, a RDC 17 não está vigorando paralelamente com a RDC 210 como ficou sugerido pela apresentação dos alunos. Na verdade a RDC 17/2010 revogou a RDC 210/2003 conforme estabelecido no Artigo 611 – Das disposições finais e transitórias: “Ficam revogadas a Portaria SVS/MS Nº 500, de 09 de outubro de 1997 e a Resolução RDC Nº 210, de 04 de agosto de 2003”. Assim não há duas resoluções que tratam sobre diferentes aspectos das Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, mas sim apenas a Resolução Nº 17/2010.

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Metaloproteinases e diferenciação de Macrófagos

Considerando o questionamento dos alunos Jorge Rodrigues de Sousa (sobre Metaloproteinases e TNF) e Antonio Rafael Quadros Gomes (sobre diferenciação de macrófagos e malária), segue abaixo algumas considerações sobre estes importantes tópicos de imunologia, juntamente com as referências.

Fas (APO-1, CD95) é uma proteína transmembrana capaz de induzir morte por apoptose em certos tipos de células tumorais (1, 2), sendo expressa em linfócitos ativados presentes em diferentes tecidos tais como o fígado, os pulmões, o intestino e a pele (3, 4). O Fas ligante é uma proteína homóloga ao TNF que é expressa em células T ativadas e células Natural Killer (NK), capaz de induzir a lise celular de células alvo pela ação destas células efetoras. O sistema Fas/FasL tem participação na patogênese de doenças autoimunes, hepatites fulminantes, doença de enxerto-versus-hospedeiro e AIDS (5, 6, 7).

Alguns estudos demonstraram que TNF-a de membrana é processado por metaloproteinases presentes na superfície celular de macrófagos e células T ativadas, a fim de produzir a citocina em sua forma solúvel (8, 9, 10). O tratamento com inibidores específicos da matriz de metaloproteinase levaram ao acúmulo de FasL de membrana celular (p40) na superfície de células T humanas ativadas. Este acúmulo tem relação com a diminuição de FasL solúvel (p27) no sobrenadante, o que indica que as metaloproteinases também estão envolvidas na liberação do FasL da superfície celular (11).

Os Macrófagos são células da resposta imune inata com diversas funções bem estabelecidas, agem na resposta primária frente aos diversos patógenos, na homeostase, na coordenação da resposta imune adaptativa, na inflamação, na resolução e no reparo dos tecidos. Estas células reconhecem “sinais de perigo” através de receptores capazes de induzir programas de ativação especializados e podem assumir fenótipos diferentes dependendo do contexto imunológico. Estímulos do microambiente podem induzir o macrófago para um estado de ativação ou perfil “clássico” (M1) ou um perfil “alternativo” (M2), que são dois extremos de um espectro mais amplo (12, 13).

Os macrófagos do tipo M1 são caracterizados pela expressão de citocinas pró-inflamatórias como IFN-g e TNF-a, óxido nítrico sintetase indutível (Nos2) e moléculas MHC de classe II que são importantes para a morte de patógenos intracelulares. Os macrófagos do tipo M2 apresentam um perfil com a diminuição na expressão das moléculas citadas acima e são identificados pela expressão de outras citocinas (IL-4 e IL-13) e uma ampla variedade de marcadores, tais como a arginase-1 e os receptores de manose e do tipo “scavenger”, sendo importante na resposta imune contra parasitas (13).

Referências:

1. Yonehara, S., A. Ishii, and M. Yonehara. 1989. A cell-killing monoclonal antibody (anti-Fas) to a cell surface antigen co down regulated with the receptor of tumor necrosis factor. J. Exp. Med. 169:1747-1756.

 2. Trauth, B.C., C. Klas, A.MJ. Peters, S. Matzuku, P. Mbller, W. Falk, K.-M. Debatin, and P.H. Krammer. 1989 . Monoclonal antibody-mediated tumor regression by induction of apoptosis. Science (Wash. DC. 245:301-305.

 3. Leithauser, F., J. Dhein, G. Mechtersheimer, K. Koretz, S. Bruderlein, C. Henne, A. Schmidt, K.-M. Debatin, P.H. Krammer, and P. M611er. 1993. Constitutive and induced expression of APO-1, a new member of the nerve growth factor/tumor necrosis factor receptor superfamily, in normal and neoplastic cells. Lab . Invest . 69:415-429.

 4. Nagata, S. 1994 . Fas and Fas ligand: a death factor and its receptor. Adv. Immunol. 57 :129-144 .

 5. Krammer, P.H., J. Dhein, H. Walczak, 1. Behrmann, S. Mariani, B. Matiba, M. Fath, P.T . Daniel, E. Knipping, M.O. Westendorp, et al. 1994 . The role of APO-1-mediated apoptosis in the immune system. Immunol. Rev. 142:175-191.

 6. Nagata, S., and P. Golstein. 1995. The Fas death factor. Science (Wash. DC. 267:1449-1456.

 7. Yagita, H., S . Hanabuchi, Y. Asano, T. Tamura, H. Nariuchi, and K. Okumura. 1995 . Fas-mediated cytotoxicity: a new immunoregulatory and pathogenic function of Th1 CD4+ T cells. Immunol. Rev. 146:223-239.

8. Mohler, K.M., P.R. Sleath, J.N. Fitzner, D.P. Cerretti, M. Anderson, S.S. Kerwar, D.S . Torrance, C. Otten-Evans, T. Greenstreet, K. Weerawama, et al. 1994 . Protection against a lethal dose of endotoxin by an inhibitor of tumour necrosis factor processing. Nature (Lond.). 370:218-220.

 9. Gearing, AJ.H., P. Beckett, M. Christodoulou, M. Churchill, J. Clements, A.H. Davidson, A.H . Drummond, W.A. Galloway, R. Gilbert, J.L . Gordon, et al. 1994. Processing of tumour necrosis factor-a precursor by metalloproteinases. Nature (Lond .). 370:555-557.

 10. McGeehan, G.M., J.D. Becherer, R.C . Bast Jr., C.M. Boyer, B. Champion, K.M. Connolly, J.G. Conway, P. Furdon, S. Karp, S. Kidao, et al. 1994. Regulation of tumour necrosis factor-a processing by a metalloproteinase inhibitor. Nature (Load.). 370:558-561.

 11. Kayagaki, N., A. Kawasaki, T. Ebata, H. Ohmoto, S. Ikeda, S. Inoue, K. Yoshino, K. Okumura, H. Yagita. 1995. Metalloproteinase-mediated Release of Human Fas Ligand. J . Exp. Med. 182: 1777-1783.

12. Martinez FO, Helming L, Gordon S. Alternative activation of macrophages: an immunologic functional perspective. 2009. Annu Rev Immunol. 27:451–83.

 13. Movahedi KLaoui DGysemans CBaeten MStangé GVan den Bossche JMack MPipeleers DIn’t Veld PDe Baetselier PVan Ginderachter JA. Different tumor microenvironments contain functionally distinct subsets of macrophages derived from Ly6C(high) monocytes. 2010. Cancer Res. 70(14):5728-39.

Imagens:

http://www.drthrasher.org/index.html

http://www-dsv.cea.fr

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Mensagem para a Páscoa

Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: – Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau – É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom – É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, perdão, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:

– Qual lobo vence?

O velho índio respondeu:

– Aquele que você alimenta!


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Imunocromatografia

A imunocromatografia é baseada na detecção de um antígeno específico através de difusão cromatográfica. Anticorpos monoclonais de camundongo específicos para o antígeno MPT 64 do Mycobacterium tuberculosis, por exemplo, são adicionados a uma membrana de nitrocelulose para agir como anticorpo de captura. Outro anticorpo, que reconhece outro epítopo do MPT 64 e está conjugado com partículas de ouro coloidal é utilizado para a detecção em um ensaio do tipo sanduíche. No trabalho mencionado aqui como referência, foram utilizadas 3 tipos de amostras: i) Culturas de Mycobacterium tuberculosis, ii) Cepas vacinais de Mycobacterium bovis bacilo de Calmette–Guérin (BCG) e iii) Culturas de outras Micobactérias. Foi considerado como resultado negativo a presença de apenas uma banda que representava o controle e como resultado positivo a presença de duas bandas.

Entre as 210 amostras de cepas de Mycobacterium tuberculosis isoladas de pacientes em meio específico, o resultado do teste por imunocromatografia foi positivo para 208 casos. Os dois resultados falsos negativos foram devidos à condensação do fluido de teste no meio Löwenstein Jensen quando da aplicação da amostra e, quando o teste foi realizado novamente nestas duas culturas, o resultado deu positivo para ambos. O artigo continua dizendo que todas as demais micobactérias apresentaram resultado negativo para o teste. Assim, a especificidade e a sensibilidade do teste foram de 100% e 99%, respectivamente e o Valor Preditivo Positivo foi de 100% enquanto o Valor Preditivo Negativo foi de 99%.

No entanto, um trabalho desenvolvido e publicado por pesquisadores da UNESP-Botucatu verificou que o teste imunocromato-gráfico para a pesquisa de Helicobacter pylori em cães não foi específico, já que a forma alongada e espiralada encontrada na microscopia de imersão não é compatí-vel com a espécie H. pylori diagnosticada pela sorologia, e sim compatível com a morfologia do Helicobacter helmanni.

Referências:

Marzouk M, Kahla IB, Hannachi N, Ferjeni A, Salma WB, Ghezal S, Boukadida J. Evaluation of an immunochromatographic assay for rapid identification of Mycobacterium tuberculosis complex in clinical isolates. Diagn. Microbiol. Infect. Dis. 2011 Apr; 69(4):396-9.

 Souza, M. L., Kobayasi, S., Rodrigues, M. A. M., Saad-Hossne, R., Naresse, L. E. Prevalência de Helicobacter em cães oriundos do biotério central da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP)-Botucatu. Acta Cir. Bras. 2004.  19(5): 565-570.

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